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domingo 17 dezembro 2017
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Unitau inicia projeto de inclusão nas escolas

O curso de Pedagogia da Unitau iniciou, há um mês, o projeto “Ética e inclusão escolar” na Escola Amadei Beringhs de Taubaté. Coordenado pela diretora do Departamento, Profa. Dra. Roseli Albino dos Santos, a atividade conta com a colaboração de estudantes da universidade. “É extremamente importante, porque você une a teoria à prática. Elas vêm à escola, têm o contato com os alunos e ainda desenvolvem o projeto”, conta.
O tema é objeto de estudo da Profa. Roseli e ganhou mais destaque após ser tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) deste ano, que abordou “Os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”.
A aluna Michelle Sabrina Leite Apolinário está no segundo período de Pedagogia, tem 21 anos e é surda. No projeto, ela ensina os estudantes a Língua brasileira de sinais (Libras). “Tive interesse no curso porque sempre quis ser professora e trazer essa questão da cultura surda, ensinar a língua de sinais para as crianças e também ensinar os intérpretes de língua de sinais para que haja inclusão, como está acontecendo aqui”, conta a estudante.
A aluna diz que a Universidade tem feito diferença com essa iniciativa. “A Unitau tem feito um grande trabalho e isso tem sido muito relevante, as crianças precisam ter esse contato com a cultura surda. Os ouvintes têm um receio pela falta de conhecimento da cultura surda, então temos um histórico no qual sofremos muito. Nós todos somos iguais, temos culturas diferentes, mas somos iguais”, destaca.
Os outros alunos do projeto também têm a oportunidade de aprender com a aluna. “Nós temos a disciplina de educação especial. Temos contato teórico e aprendemos na prática. A gente não sabia Libras e nós começamos a conviver com a Michelle e aprendemos com o tempo”, destaca Carolina Alves Prado, aluna do segundo semestre de Pedagogia.
Mariane de Paula Pordeus lembra que é importante trabalhar essa questão logo na infância. “Mesmo com o pouco tempo, os alunos nos cumprimentam fazendo a linguagem de sinais, eles aprendem rápido. Acredito que seja importante conscientizar a nova geração. Isso é uma oportunidade incrível para descobrir algo novo e ter um olhar novo. Eles são muito interessados”, ressalta.
O projeto é realizado pelo convênio entre Unitau, por meio da Fundação Universitária de Taubaté (FUST), e a Prefeitura Municipal. A intenção é passar por todas as escolas de tempo integral de Taubaté.