Search
sábado 18 novembro 2017
  • :
  • :

Fé e Razão

Dia Mundial dos Pobres

A Igreja Católica celebra no dia 19 de novembro, o Dia Mundial dos Pobres. No encerramento do Ano Santo da Misericórdia, no dia 20 de novembro de 2016, o Papa Francisco instituiu na Igreja Católica – o Dia Mundial dos Pobres – tendo em vista que , a “fé sem obras é morta” (Tg 2,17), e há muitas situações de pobreza material e espiritual na sociedade, que necessitam de serem alcançadas, concretamente, por atitudes de misericórdia.
“A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crianças exploradas para vis interesses, espezinhados pelas lógicas perversas do poder e do dinheiro”, lembra o Papa Francisco.
A mensagem do Papa Francisco para este dia, é claro na análise que faz à realidade da pobreza, no mundo: “(…) A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crianças explorados para vis interesses, espezinhados pelas lógicas perversas do poder e do dinheiro. Como é impiedoso e nunca completo o elenco que se é constrangido a elaborarem à vista da pobreza, fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada (…)”.
Mas para além da clareza do diagnóstico, o Papa é exigente no compromisso a que todos somos diariamente chamados: “(…) Não pensemos nos pobres apenas como destinatários duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa, deveriam abrir a uma verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida”.
E este estilo de vida, implica tal como o Papa sublinha, o saber dar sem nada pedir em troca, sem os “sés”, nem os “mas”, nem os “talvez”.
Cada pessoa tem um compromisso de encontrar o pobre em suas necessidades urgentes: “Somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhe fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma”.
Conclui o Papa Francisco: “Este Dia pretende estimular , em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro. Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade. Deus criou o céu e a terra para todos; foram os homens que, infelizmente , ergueram fronteiras e recintos; traindo o dom originário destinado à humanidade sem qualquer exclusão”.

 

Por José Pereira da Silva – Professor de História

18/11/2017