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terça-feira 23 Janeiro 2018
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Coluna Espírita (Agê)

Férias em Centro Espírita

• Rogério Miguez
É sempre bom relembrar posições espíritas sobre certos períodos do ano, nos quais, inadvertidamente, muitos confrades acabam se deixando levar por modismos, não atendendo as necessidades variadas da comunidade que nos procura.
A casa espírita é local de trabalho e dedicação, portanto, só deveria fechar as portas em casos extremos, quando não houvessem trabalhadores suficientes para se apresentarem à frente das atividades, caso contrário, encerrar tarefas em nome de férias, é uma posição contra o apelo feito pela Doutrina, há bom tempo, aos trabalhadores da última hora.
Dentro desta ótica, retiramos ligeira passagem abordando com lucidez o tema em questão, de um dos livros de leitura recomendada a todos os espíritas.
“Está surgindo uma corrente em nossos arraiais doutrinários, que vem apresentando inovações, apoiando-se em teses com que defendem os seus pontos de vista, cuja respeitabilidade não discutimos, mas com as quais não concordamos. Alguns afirmam a necessidade de cerrar-se as portas das Sociedades Espíritas, nos meses primeiros do ano sob a alegação de férias coletivas, palavra que aqui não tem qualquer sentido positivo ou útil, já que o trabalho para nós tem primazia, no próprio conceito do Mestre, quando afirma: “Meu Pai até hoje trabalha e eu também trabalho” João 5-17. Certamente que o repouso é uma necessidade e se faz normal que muitos companheiros, por motivos óbvios, procurem o refazimento em férias e recreações… Sempre haverá, no entanto, aqueles que permanecem e podem prosseguir sustentando, pelo menos, algumas atividades na Casa Espírita, que deve permanecer oferecendo ajuda e esclarecimento, educando almas pela divulgação dos princípios e conceitos doutrinários com vivência da caridade”.
“Um outro grupo advoga ser imprescindível fechar-se a Instituição Espírita nos dias de Carnaval e de festas populares outras, por causa das vibrações negativas, para evitar-se perturbações de pessoas alcoolizadas ou vândalos que se aproveitam dessas ocasiões para promoverem desordens”.
“A Sociedade Espírita que se sustenta na realização dos postulados que apregoa, tem estruturas que a defendem, de um como do outro lado da vida. Depois, cumpre aos dirigentes tomar providências, mediante maior vigilância em tais ocasiões, que impeçam a intromissão de desordeiros ou doentes sem condição de ali permanecer. Acautelar-se, em exagero, do mal, é duvidar da ação do bem: temer agir corretamente, constitui ceder o campo à insânia. Nestes dias, nos quais são maiores e mais frequentes os infortúnios, os insucessos, os sofrimentos, é que se deve estar a posto no, lar da caridade, a fim de poder-se ministrar socorro. Por fim, quanto às vibrações serem mais perniciosas em dias deste porte, não há dúvidas. A providência a ser tomada deve constituir-se de reforço de valor e de energias salutares para enfrentar-se a situação. ”
• Trecho retirado do livro Nas Fronteiras da Loucura, capítulo 17, psicografado por Divaldo P. Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda.

 

05/01/2018