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segunda-feira 21 agosto 2017
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Prévia da inflação registra menor nível para março em oito anos

A prévia da inflação oficial voltou a desacelerar em março. Provocado principalmente pelo fim do efeito do reajuste das mensalidades escolares, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) variou 0,15%, no menor resultado para o mês desde 2009, quando a taxa foi de 0,11%. Os dados foram divulgados ontem, quarta-feira, dia 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado marca, também, o menor resultado do indicador, que é uma prévia da inflação oficial, desde agosto de 2014, quando a taxa ficou em 0,14%.
No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa ficou em 4,73%, bem abaixo do teto da meta de inflação (6%) e cada vez mais próxima do centro da meta (4,5%). Já no acumulado do ano, o resultado de março ficou em 1%, caindo em relação aos 2,76% registados nos primeiros três meses de 2016.
Entre os grupos que formam o IPCA-15, o principal influenciador do mês foi o grupo de educação, que teve uma queda expressiva se comparado ao avanço de 5,17% observado em fevereiro – mês habitualmente afetado pelo reajuste das matrículas escolares.
Em março, contudo, as quedas mais intensas foram registradas nos grupos de comunicação (-0,31%) e artigos residenciais (-0,30%). No primeiro, influenciou no resultado a queda nos preços de telefonia fixa (-1,39%) e dos aparelhos telefônicos (-1,88%).
Já no caso dos artigos residenciais, as reduções mais intensas foram nos preços de aparelhos eletroeletrônicos (-0,53%) e eletrodomésticos e equipamentos (-0,29%). Contribuiu para o mês a queda nos preços de combustíveis (-1,34%), que motivou a redução nos preços dos transportes.

Em trajetória de queda

Com as reformas econômicas e a melhora dos indicadores de confiança, o custo de vida do brasileiro vem caindo sistematicamente nos últimos meses. Em fevereiro, por exemplo, o IPCA ficou em 0,33%, na menor taxa para o mês desde 2000.
A expectativa do mercado financeiro é de que a inflação encerre o ano em 4,15%, bem abaixo da meta perseguida pelo Banco Central. Com isso, a estimativa é que os juros estruturais da economia também caiam e fiquem em 9% ao ano em 2017.