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quarta-feira 13 dezembro 2017
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Moção de Dentinho repudia artista Antônio Obá

Foi aprovada na sessão ordinária de 16 de outubro na Câmara de Taubaté, a Moção nº 148/2017, de autoria do vereador Dentinho (PV), na qual repudia o artista Antônio Obá.
O motivo da moção se dá pelo fato de que recentemente viralizou na Internet um vídeo de uma performance de Obá, onde o mesmo se apresenta nu e rala uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, onde a mesma indignou milhões de católicos de todo o Brasil, que se sentiram ofendidos com a tal performance. Em outro momento, na polêmica exposição “QueerMuseu” exposta em Porto Alegre, no Santander Cultural, Obá exibiu uma obra sua, onde o mesmo maculou hóstias escrevendo palavras obscenas nelas.
Mediante o histórico do artista em ofender a fé católica, o parlamentar decidiu apresentar em plenário a moção de repúdio em questão: “O que o Obá está fazendo não é arte, é crime! Ele está infringindo o artigo 208 do Código Penal, ao vilipendiar objeto de culto religioso. Isso é crime contra o sentimento religioso. Toda religião tem que ser respeitada. Não levantamos nenhum ato de ódio, ou incitação à violência, apenas não podemos nos calar a tal ato repugnante, independente de qual seja a religião. As obras do Obá são uma afronta e falta com respeito à nossa crença”, afirma o vereador.

Reportagem do Fantástico

Em fala na sessão ordinária do dia 9, o parlamentar comentou também da matéria exibida no programa Fantástico, exibida no dia 8/10, de nome “Casos recentes de ódio e intolerância têm se espalhado pelo Brasil”, onde o mesmo lamenta da imparcialidade da matéria em questão ao tratar do assunto.
“Foi uma reportagem tendenciosa. Sou contra o racismo e a qualquer forma de preconceito. O que eu queria do Fantástico é que a matéria fosse parcial e ouvisse os dois lados, pois os religiosos, em especial os católicos e evangélicos, sofrem também preconceito e nem por isso foi citado na matéria. Que tipo de intolerância a Globo está querendo mostrar? A reportagem entrevistou juízes e psicólogos favoráveis ao “QueerMuseu”, à apresentação do homem nu no MAM (La Bête), mas não entrevistou ninguém contrário a isso. Jornalisticamente quando se faz uma matéria tem que se mostrar os dois lados”, enfatiza Dentinho.