Search
sábado 21 outubro 2017
  • :
  • :

Jubileu 300 Anos Nossa Senhora Aparecida – Abertura de Visão

O verbo solar, que se fez carne e habitou entre nós na imagem de Jesus, está presente em  vários símbolos na Casa Mariana. Quando a visão é ampliada pelo envolvimento com os símbolos, o sol – que nasce no ponto de referência da capela do batismo – percorre a abóbada celeste na curvatura da arcada dos apóstolos. O mesmo caminho é realizado na visitação à imagem de Nossa Senhora, fato que iremos comentar mais adiante.

Ainda estamos na praça da colunata e mais atentos com a proposta desta trilha sensível. Podemos olhar novamente para o disco de metal no chão “do mundo”, simbolizado pela estrutura deste espaço que acolhe todos sem distinção. Ali está novamente o símbolo do sol com seus raios, em um desenho que representa a movimentação do astro rei no céu. Os nomes dos apóstolos estão em doze pontas deste eneagrama dos arquétipos, demonstrando que existe uma crescente solar.

O movimento realizado pelo sol, nascente ao leste e poente ao oeste, está representado pelos raios maiores que obedecem à intensidade do ciclo solar e também ao amadurecimento do caminho do ser humano, até alcançar a ressurreição após a grande transformação alquímica  completada em Tiago Maior. Lembre-se: ainda estamos do lado de fora; estamos apenas entrando em estado de santuário para poder vivenciar a experiência espiritual que esta jornada proporciona.

Parado diante do disco solar no chão da praça, olhe para a curva da colunata dos apóstolos e perceba que existe a referência ao trânsito solar diário. Ao observar este detalhe, as imagens de Paulo e Pedro (guardando o ponto central ocupado pelo sol do zênite do meio-dia) farão muito mais sentido – além de serem considerados os dois pilares fundamentais do ministério crístico. As chaves de Pedro e a espada de Paulo triangulam com o sol do meio do dia, luz da verdade exposta, tão nua quanto a presença da imagem do Cristo na pia batismal do sol nascente da nova vida.

Estamos nos aproximando do momento de abertura do nosso ser. Neste ponto é importante abrir a visão e sair do convencional. Na questão dos símbolos contidos nas imagens dos apóstolos, o projeto inicial refere-se a objetos que foram usados no martírio dos apóstolos. É provável que você não dê muita atenção a este detalhe, mas dos doze homens escolhidos por Jesus, apenas João morreu de velhice. O restante sofreu algum tipo de martírio.

No início da narrativa desta trilha sensível passei uma recomendação básica: “Abandone o senso comum!”. Não fique apenas com a informação básica. Não olhe para as imagens e atenha-se apenas à compaixão despertada pela história final de cada apóstolo. Os símbolos estão presentes de forma mais ampla. Se insistir em ficar focado nas imagens do martírio, as emoções geradas pelo compadecimento ofuscarão sua jornada. A validade da meditação em relação à brutalidade da humanidade, os exemplos de fé dos mártires e a entrega plena ao Cristo é de uma atualidade incontestável. Caso deseje se envolver neste pensamento, realize este exercício e depois retome a jornada.

Tenha um pouco de cuidado. O despertar de emoções matizadas pela dor poderão conduzi-lo pelas histórias particulares de sua jornada, fazendo-o ressentir, reviver…

Neste caso, outra trilha se desdobrou diante de você e irá sugerir uma autoanálise. Retorne para o caminho original. Atente-se ao caminho do sol na abóbada celeste e sua ligação com este trecho da caminhada e retome o foco. Percebeu a referência do caminho do sol nesta praça? Então, agora é a hora de se colocar diante de Simão e o serrote quase da altura dele. O primeiro na saída da Capela do Batismo! O que estes símbolos têm para contar? Este será nosso assunto da próxima edição! Um abraço fraterno e até lá!

 

Por Cláudio MariottoTerapeuta

02/09/2017