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sexta-feira 20 outubro 2017
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Incêndio na Serra da Bocaina é controlado após destruir 1,2 mil hectares

Cerca de 1,2 mil hectares de mata e pasto foram devastados por um grande incêndio que durou seis dias na Serra da Bocaina, em área da estância turística de Bananal. O fogo, iniciado na última terça-feira, 19, só foi controlado no início da noite de domingo, 24.

Por medida de prevenção, cerca de 30 homens, entre bombeiros e voluntários, continuam vasculhando a área atingida para averiguar se de fato não há mais risco de um reinício do incêndio. Embora o fogo tenha se iniciado há quase uma semana, as labaredas só ganharam propagação maior na última sexta-feira, 22.
O combate só foi obtido graças ao reforço de equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e de voluntários, além da ajuda com o um helicóptero Águia da Polícia Militar, que jogou jatos de água nos pontos mais incandescentes. Em razão do tamanho dos estragos, a prefeitura decretou estado de emergência.
“Eu nunca vi uma mobilização na cidade tão grande para resolver um problema”, afirmou o secretário municipal de Turismo e Cultura, Joaquim Leonardo Valim. Segundo o secretário, o local atingido passava por um processo de regeneração e servia como área de amortecimento de uma unidade de conservação da Estação Ecológica de Bananal, que não foi atingida pelo fogo.

Prejuízos

Na avaliação do secretário, é impossível dimensionar os danos causados à fauna e a flora, mas só na queima de uma plantação de cedro, as perdas podem ter alcançado em torno de R$ 30 milhões. Ele observou que a região é muito procurada pelas suas belezas naturais e que, com o incêndio, a paisagem ficou comprometida.
“E o que nos preocupa também é como vai ficar a produção de água”, completou Valim. A prefeitura está se articulando com o Comitê de Bacias Hidrográficas da região para debater a questão.
A suspeita segundo o secretário, é de que o incêndio tenha sido provocado por uma queima de reforma de pasto, sem a intenção de que se espalhasse. Ele informou que não chove naquela região há mais de 45 dias. Em períodos de estiagem, é comum fazendeiros e sitiantes atearem fogo na relva, na expectativa de que o capim renasça com mais vigor nas primeiras chuvas. (Jornal do Brasil)