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segunda-feira 23 outubro 2017
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Expectativa de vendas de flores no Dia dos Namorados é maior este ano

Pelo quarto ano consecutivo, o SINDIFLORES (Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo) e a empresa Hórtica Consultoria realizaram, em parceria, pesquisa sobre as Expectativas de Vendas de Flores e Plantas Ornamentais para o Dia dos Namorados. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 de maio a 2 de junho de 2017, com floriculturas e empresas de comércio eletrônico, técnicos especialistas das principais Centrais de Abastecimento, atacadistas e distribuidores, cooperativas de produtores, importadores de flores e plantas ornamentais e responsáveis pelas compras do departamento de jardinagem do setor super e hipermercadistas de todo o Brasil.

As informações obtidas atendem ao objetivo de orientar estratégias comerciais dos floristas, especialmente no que diz respeito ao planejamento de compras, formação de estoques, elaboração de pauta de ofertas segundo diferentes categorias de preços e organização de campanhas de marketing, entre muitas outras. Trata-se do único banco de dados, completo e permanentemente atualizado sobre o consumo de flores e plantas ornamentais nas principais datas do calendário nacional das celebrações e permite a análise evolutiva do comportamento do cliente no mercado brasileiro.

O Dia dos Namorados, como já se sabe, representa uma das mais importantes datas de venda para o setor varejista no Brasil, em especial para o comércio de flores. Estima-se que esta comemoração concentre 4,5% do total anual das vendas do setor, sendo superada pelo imbatível Dia das Mães, que representa a principal oportunidade comercial, segundo a opinião de 77,1% das floriculturas e outras empresas varejistas do ramo entrevistadas.

Para o Dia dos Namorados de 2017, o crescimento das vendas será de 4,5 % sobre o ano anterior

Para 83,3% das floriculturas e empresas do ramo varejista de flores e plantas ornamentais entrevistadas, a atual situação socioeconômica do País – marcada pelo crescimento dos índices do desemprego, do achatamento salarial e da escalada inflacionária – irá prejudicar o desempenho das vendas para o Dia dos Namorados de 2017. Neste contexto, o mercado mostra-se dividido entre as floriculturas que apostam em diminuição das vendas em relação aos resultados obtidos na mesma data do ano passado (47%) e as que acreditam que, mesmo no atual cenário, conseguirão ampliar suas vendas (43%). Apenas uma minoria, de 10%, visualiza estabilidade de vendas e repetição dos índices de vendas obtidos no Dia dos Namorados de 2016.

No mercado brasileiro, os homens são os que mais têm o hábito de comprar flores para presentear suas namoradas ou esposas no Dia dos Namorados. A participação deles no total do comércio floral atinte 96 %. A participação feminina – e, portanto, o fato de homens receberem flores na data –, é ainda culturalmente minoritária, com apenas 4 % de participação relativa.

As preferências do consumidor para presentear os namorados

As tradicionalíssimas rosas vermelhas, especialmente compondo diferentes formatos de buquês, atingirão a maior parte da preferência entre as opções das flores que serão compradas para presentear os namorados nesta data, com 60% das respostas, que praticamente repete os resultados observados no ano passado, quando essas flores ficaram com 62% das preferências. Ainda assim, o percentual apresenta-se inferior ao observado na mesma data do ano de 2014, quando as rosas atingiram 80% das intenções de compra para presentear. O aumento dos custos de importação das rosas colombianas e equatorianas, em função da relação cambial desfavorável ao real, a redução da qualidade e oferta da flor nacional, em função de condições climáticas adversas, e a piora no poder de compra do consumidor são apontados como os principais responsáveis por esse fenômeno. Vale lembrar, porém, que o percentual de penetração das rosas no Dia dos Namorados de 2017, é maior do que o verificado na mesma data de 2015 e 2016, quando ficou em apenas 51%.  A principal explicação é o fato de que os consumidores, mais endividados e receosos na compra de itens de maior valor unitário e parceladas em cartão de crédito estão voltando, em 2017, a privilegiar itens financeiramente mais acessíveis, onde as flores – e especialmente as sempre desejadas rosas – se encaixam com vantagem.

No Brasil, há pouca flexibilidade do consumidor para incluir rosas cor-de-rosa ou de outras colorações nesta data, diferentemente do que ocorre no mercado norte-americano, no Valentine’s Day, por exemplo, onde estas encontram larga penetração. Tentativas anteriores de importadores em trazerem rosas nestas colorações alternativas (cor-de-rosa, branca, mistas e outras) resultaram em grande fracasso de vendas.

A essa primeira opção pelas rosas, se seguiram as orquídeas, com 17 % das intenções de compra para presentear na data, com ligeiro declínio em relação ao ano passado, quando ficaram com 20% das preferências. O aumento anual gradativo da penetração dessas flores, no médio prazo, se deve ao fato de elas estarem chegando ao mercado em grande quantidade e diversidade de espécies, com preços acessíveis e competitivos ao consumidor final, comparativamente às rosas importadas.

Já, com boa margem de diferença, outras alternativas apontadas foram os vasos floridos, com destaque para gérberas, lírios, kalanchoes, calandivas e begônias, entre outras (11%), outras flores cortadas em geral (7%) e cestas comemorativas – que além das flores e vasos, incluem pelúcias, chocolates e outros itens – com 5% das respostas.

As escolhas femininas para presentear namorados ou maridos com flores e plantas nesta data – ainda que minoritárias no mercado –  se concentram em flores envasadas, especialmente antúrios, cactos, bromélias e orquídeas.

 

Tíquete médio será de R$ 82,25, com redução de 15,86% em relação ao ano passado

O tíquete médio de compra do consumidor brasileiro nas compras de flores para o Dia dos Namorados de 2017, segundo as floriculturas e empresas de varejo pesquisadas, será de R$ 82,25, valor esse que apresenta uma redução de 15,86% em relação ao ano anterior, quando ficou em R$ 97,75.

Os gastos com flores se concentrarão principalmente na faixa de mais de R$ 100,00 a R$ 120,00 (40%), seguida pela de mais de R$ 50,00 a até R$ 100,00, com 33% de participação porcentual relativa. A faixa de gasto de até R$ 50,00 ficará com participação de 27% da clientela. Cabe lembrar que para o Dia dos Namorados de 2016, esta última faixa de gastos representou apenas 12% do mercado.

As compras serão pagas majoritariamente em cartão de crédito (63,0%), dinheiro (17,4%), cartão de débito e cheques (8,7%, cada) e outras (2,2%). Em relação à mesmas datas dos dois anos anteriores, observam-se tanto uma sensível recuperação do uso de cartão de crédito, quanto redução no nível dos pagamentos diretos em dinheiro e em cartão de débito.