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segunda-feira 23 outubro 2017
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Carta de intenção recomenda assembleia entre Unitau e comunidade

Em audiência na Câmara de Taubaté no dia 23, vereadores, professores, alunos e servidores da Universidade de Taubaté concordaram em enviar uma carta de intenções para a autarquia de ensino, cobrando a realização de três assembleias com a comunidade para discutir o planejamento da instituição.
A emissão da carta foi motivada pela ausência do reitor no evento. Além disso, será exigida da Universidade a divulgação ampla dos dados econômicos, assim como das Fundações universitárias, de acordo com as normas da contabilidade pública e regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A audiência foi presidida pela vereadora Loreny (PPS), com presença dos vereadores Dentinho (PV) e Douglas Carbonne (PCdoB). A vereadora apresentou a receita orçamentária da Unitau, que evoluiu de R$ 118,7 milhões em 2013 para R$ 226,6 milhões em 2017, comparando com a receita realizada, e concluiu que há equilíbrio de previsão orçamentária.
“Verificamos que foram positivos os resultados orçamentários, mas houve contingenciamento das necessidades. É ilusão dizer que sobram recursos, mas não sobram, porque a Universidade não tem incluído em seu orçamento as demandas que temos visto aqui”, disse.
Foram apresentadas reclamações quanto ao reajuste e benefícios do funcionalismo e falta de estrutura para os cursos, mas, principalmente, manifestações relacionadas à Faculdade de Medicina.
Presidente do Diretório Acadêmico de Medicina, Talita Rodrigues pontuou que falta estrutura física básica para aulas – caneta, projetor e computador, que 240 alunos se espremem no laboratório de anatomia e que o mesmo professor tem que dar aula para duas turmas ao mesmo tempo.
Apontou superlotação no complexo hospitalar, com 60 alunos por estágio, dos quais 15 atendem ao mesmo paciente. “O tripé da educação – ensino, pesquisa e extensão – não funciona porque que não há plano de carreira, há dificuldade no acesso à pesquisa e falta estímulo.”
O DA propôs a terceirização do vestibular, formalização de novas parcerias com hospitais e o congelamento de mensalidade de novos alunos e matriculados até a concretização das propostas.
A possibilidade de municipalização do Hospital Universitário também foi pautada na audiência. Ex-presidente do DA, Renan Gerbelli lembrou que a cessão do Hospital da Unitau para o Governo do Estado foi uma luta e não é possível municipalizar a unidade. “O município não vai atender a mesma quantidade de pessoas, e a Unitau não se posicionou”, criticou.
Outros participantes se posicionaram quanto à situação da autarquia. Gestora da Fundação Lucia & Pelerson Penido, Eduarda Dalla Vechia afirmou que “o problema está instalado na Universidade inteira”. O professor André Luiz da Silva relatou que a defasagem salarial é de 70%, e o presidente do Diretório Central de Estudantes, Carlos Alberto da Silva Junior, defendeu um choque de gestão.
Assista ao vídeo da audiência no canal da TV Câmara Taubaté no Youtube, em https://youtu.be/PoJlJ3u7YRU.