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segunda-feira 23 outubro 2017
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Câmara comemora dia municipal do diálogo inter-religioso

A Câmara de Taubaté realizou na terça-feira, dia 20, solenidade para comemorar o dia do diálogo inter-religioso. Com tema “Diversidade Religiosa”, a cerimônia – presidida pelo vereador Jessé Silva (SD), com participação de João Vidal (PSB) – contou com presença de representantes de diferentes denominações religiosas do município.
O Candomblé foi representado por Alexandre Jorge Machado, “Pai Alessandro”. Ele agradeceu a oportunidade de falar sobre diversidade religiosa e respeito, porque é “necessário acabar com o preconceito”. “O candomblé está sendo considerado o que mais aceita a diversidade religiosa.”
Em nome da comunidade Espírita, Manoel da Cunha parabenizou a iniciativa de se discutir sobre religião nos dias de hoje, “no meio de tanta intolerância, incompreensão e desrespeito”. “Iniciativas como esta são de grande importância, porque o que tem faltado à humanidade é justamente o diálogo.”
Em nome da comunidade Evangélica, o pastor Ronaldo Araújo de Andrade disse que Jesus veio pregar o amor e que não se deve desrespeitar o próximo que seja diferente, independentemente de qual seja essa diferença, assim como Ele disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
A Igreja Católica foi representada pelo diácono Adônis Souza Pinto. “Vivemos em uma sociedade multirreligiosa, e o relacionamento entre as religiões nem sempre é amistoso”, disse. “Um diálogo fraterno, que leva o respeito a todos que professam a sua fé. Nesta noite, o objetivo é plantar semente, semear o respeito àquele que é diferente. Todos nós procedemos da mesma origem.”
Em nome da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, o ministro Francisco Edmar Souza Junior disse que acredita na diversidade religiosa e que essa união é possível. “Todos nós, como filhos de Deus, devemos caminhar juntos, no sentindo de promover a elevação do caráter e do gênero humano.”
A Umbanda foi representada por Roseli de Aquino Freitas, “Mãe Roseli”. Ela disse que a sociedade brasileira abrange várias religiões e são os fanáticos que motivam manifestações de ódio ou até mesmo ataques terroristas. “A intolerância religiosa tem início pelo desconhecimento das diversas práticas religiosas que ocorrem no Brasil. Não queremos tolerância, queremos respeito.”