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domingo 17 dezembro 2017
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Aniversário de Taubaté – A mística cauda do pavão

Sentado na cadeira do meu consultório, o intelectual preocupado me fez o convite: – Vamos embora desta cidade, Claudio Mariotto! Isso aqui não dará futuro para ninguém! Esta cidade não sairá do lugar! Aqui é terra onde o trem não para, o relógio da praça não funciona e o símbolo é um pavão, pura ilusão!
Em se tratando de um homem letrado e com grandes conhecimentos de propaganda e marketing, resolvi escutar um pouco mais sobre o epílogo taubateano descrito por ele, enquanto a ameaça de alguns cabelos brancos era exibida com preocupação: – Estamos envelhecendo e não chegando a lugar algum!
Isso já tem pra mais de 10 anos. Em um novo encontro nos dias atuais, convidei-o para uma reflexão. O relógio parado no tempo voltou a funcionar. A estação de trem está sendo revigorada e o pavão, que era visto como símbolo de ilusão (pois mostra a maravilha das penas, mas não se apoia direito no chão), agora já está espalhado em várias partes do mundo.
A cauda azul abre sua prosperidade na expansão da cidade, que agora cresce para todos os lados sem parar. Taubaté amada, onde nasci, cresci, estudei, constituí família, aqui é meu lugar!
O cetro místico, formado pela posição da fundação cristã da cidade, nos abençoa constantemente, desde que você esteja conectado em fé com algum dos seus pontos de energia. O eixo central de São Francisco das Chagas é a fonte de luz do coração da cidade, local que emana um raio de energia de quase 300 metros a partir do sacrário. Mensure com pêndulos ou aparelhos da radioestesia. Você ficará surpreso.
Na base do cetro temos a Igreja de Santa Terezinha, onde as emanações se espalham por toda a praça e se comportam como ondas hídricas, semelhantes às que se formam quando uma pedra cai em um lago. Este ponto representa o florescer das rosas crísticas e bênçãos da luz. O cruzeiro da praça dinamiza a energia emanada no sacrário da igreja e amplia para quase 400 metros de luz pura.
Finalmente, o topo do cetro na pureza de Santa Clara, igreja em um ponto mais elevado, com outro cruzeiro bendito e, compondo a tríade, o cemitério. O mesmo fenômeno se repete neste local. As ondas de energia do interior da igreja são impulsionadas por mais de 300 metros a partir do cruzeiro em direção à praça e se espalha. É muito interessante, pois na imagem de Nossa Senhora da Conceição, em seu pilar de adoração, a energia continua se expandindo até a nova cruz do Firmino, do outro lado da rua.
Irmão sol e irmã lua abençoam esta cidade, local das rosas abençoadas de Santa Terezinha. Taubaté amada, onde o folclore nasce do povo, das mãos das figureiras e das festas cheias de fitas e batidas de tambores nas praças. Fazendo o guizo soar, a bandeira valer, a fanfarra vibrar o coração de todos, além dos limites do município.
Mística força do pavão que abre sua calda feliz e movimenta a evolução desta cidade cheia de garra, histórias em todos os cantos com progresso e tradição.
Não, amigo, não vou embora não! Meu avô assava o pão que era vendido no balcão assim que a missa na Santa Terezinha acabava. Ficava ali, esperando, pois iria ganhar o Drops Dulcora por bom comportamento. O parquinho da praça era meu quintal. O Colégio Anchieta, onde aprendi a escrever e Unitau, onde me formei com um sorriso abençoado do Professor Maurílio e do Mestre Silvio Costa.
Parabéns, Taubaté! Abençoada e radiante com seus pontos de luz como o manto de Maria e de braços abertos como o Cristo redentor!

 

Por Cláudio MariottoTerapeuta