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sexta-feira 20 outubro 2017
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Santo Verbo – Saudação de Vida

Axé! Termo do idioma Iorubá, falado em vários países da África, ao sul do Saara, representa energia essencial da vida. Saudar alguém com Axé é desejar, dentro e fora de contexto religioso, votos de felicidades.

Nas religiões afro-brasileiras, a relação entre os santos católicos e os orixás tiveram início no período escravocrata. Antes do embarque de negros em navios negreiros, havia o ritual da árvore do esquecimento, que era rodear em torno de uma árvore e, ali, cada um desprezar a crença que possuía para servir aos brancos. Por último, a única coisa que ainda lhes restava era a fé.

Em tempo passado, aqui no Brasil, o candomblé e a capoeira eram proibidos, logo, eram tidos como seitas de má-fé. A população negra aprendia com os brancos através do catolicismo, as histórias dos santos.

Axé!

Subitamente, os negros perceberam semelhanças entre os contos e seus orixás. Daí, encontraram maneiras, às escondidas, de cultuar os orixás. Festejos e uso de ícones eram feitos para homenagear seus guias espirituais. Orixás significam divindades do candomblé representas pelas forças da natureza.

A imagem de artefato é simplesmente matéria física para lembrar. A representação da crença é imensurável em grandeza de energia. Surgiu o ecletismo, fusão.

Relação de santos católicos e orixás no sincretismo: Oxum – Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora Aparecida; Iemanjá – Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora dos Navegantes; Nanã – Nossa Senhora Sant’Anna; Iansã Santa Bárbara; Ogum – São Sebastião e Santo Antônio; Oxóssi – São Jorge; Obaluaê – São Roque e São Lázaro; Logun Edé – São Miguel Arcanjo; Xangô – São Jerônimo; Oxumarê – São Bartolomeu.

Aline, baiana de Santo Amaro, prepara comidas típicas da Bahia, na praia de Amaralina, em uma tenda, onde ela joga búzios e pratica dança africana.

Segundo ela, sua avó veio do Benin, país africano, e trouxe influências que fazem bem à vida, como rituais de crença, mesmo sendo católica; receitas de comidas e trajes que ajudam harmonizar a vida com a Força que move o mundo.

 

Por Tibério de Sá Leitão