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domingo 20 agosto 2017
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Jubileu 300 anos Nossa Senhora Aparecida – Senso Comum

Quem deseja realizar uma experiência espiritual irá encontrar algumas dificuldades logo no início. No caso da trilha sensível dos símbolos do Santuário Nacional, em Aparecida, o senso comum a respeito da questão financeira é o primeiro entrave que surge e poderá lhe furtar a plenitude de sua vivência.

O primeiro assunto é o valor financeiro que existe na estrutura e o seu em torno. Em outras palavras, as pessoas estão muito interessadas em criticar o preço do estacionamento, o comércio interno e externo e o lucro que a instituição deve arrecadar nas diversas atrações, já que Nossa Senhora não necessita de dinheiro.

Sagrado e profano são faces da mesma moeda no mundo manifestado, do mesmo modo que as diversas dualidades existentes. Este contraste é o revelador do equilíbrio entre a oposição das forças, assim como a presença do livre arbítrio nos caminhos que a vida oferece.

A própria estrutura espacial ocupada pelo terreno onde foi construído o santuário já obedece esta máxima. Para isso, seu primeiro passo necessita ser dado logo sobre o disco de metal existente na praça diante da Casa Mariana. Ali começa a principal divisória entre o sagrado e o profano. Naquele ponto é possível perceber que de um lado está o profano (representado pela estrutura do Centro de Apoio ao Romeiro) e se contrapondo a ele, o Santuário – os dois coexistindo dentro dos mesmos muros.

Embora dentro desta estrutura, a região que contorna o Templo da Alma ainda possui algumas lojas que estão ligadas diretamente à instituição, assim como as lojas que estão no Centro de Apoio ao Romeiro estão comercializando símbolos sagrados (imagens, terços, medalhas, etc.).

Nestas regiões, até que bem especificadas, ainda encontramos centelhas da representação oposta, em meio ao campo que cada uma representa. O que é externo ao sagrado contém as características do mundo concreto. Se o pensamento for desenvolvido de forma crítica, atento somente aos lucros, haverá logo no início uma contaminação do desenvolvimento da sua experiência.

O conselho que lhe dou neste momento é meditar a respeito e resolver este bloqueio, para que este assunto não venha a ser o ponto de distração. A logística de uma estrutura do porte do Santuário, com seus funcionários, atividades, projetos, entre tantos outros gastos, é inimaginável. Dar asas a este pensamento crítico é pura perda de tempo para quem busca vivenciar uma experiência religiosa.

Um dos comentários preferidos do público em geral é o valor pago no estacionamento. Muito comum a ideia de multiplicar o valor unitário pelo número aproximado de carros estacionados em uma região e depois tentar imaginar quanto dinheiro deve entrar no estacionamento como um todo.

Se sua mente ficar concentrada nestes questionamentos, você perderá um tempo precioso e  prejudicará a chance de realizar sua experiência. Não estou dizendo para evitar este pensamento. Apenas que, no caso de uma vivência com o sagrado existente em uma estrutura como a do santuário, será uma distração especulativa inútil.

Medite com o Tio Patinhas que existe em você. Imagine que deixou seu carro do lado de fora dos muros ou que foi de ônibus. Você terá acesso à estrutura, usará o banheiro, beberá água potável, terá sombra e lugar para sentar e descansar, sem gastar um centavo.

Então aqui fica um conselho, caso a sua pretensão seja a de realizar esta jornada no portal de luz em Aparecida. Deixe para pensar na organização financeira em outra ocasião. Estando neste caminho sagrado, ajuste seu foco para perceber a trilha sensível que existe no local. Vá além de imaginar quanto dinheiro está entrando nos cofres. Este é o primeiro passo.

Por Cláudio Mariotto – Terapeuta

05/08/2017