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quarta-feira 2 setembro 2026
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Metalúrgicos de Taubaté aprovam reajuste de 5,4% na Campanha Salarial 2026

Metalúrgicos de Taubaté aprovam reajuste de 5,4% na Campanha Salarial 2026

Índice garante reposição da inflação e aumento real; acordo também renova as cláusulas sociais da convenção coletiva por dois anos

Os metalúrgicos e metalúrgicas de Taubaté aprovaram o reajuste de 5,4% conquistado nas negociações da Campanha Salarial 2026. O acordo também renova as cláusulas sociais da convenção coletiva por mais dois anos na maioria dos grupos patronais. A decisão foi tomada em assembleia realizada no último domingo, 30, na sede do Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região).

O reajuste de 5,4% assegura a reposição da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e aumento real nos salários. A data-base da categoria é 1º de setembro. As propostas aprovadas são válidas para as empresas do G3 (Sindipeças, Sindiforja e Sinpa), G2 (Sindimaq e Sinaees), G8.3 (Sinafer, Simefre e Siamesp), Sindratar e Siescomet. No Sindicel, o acordo já estava garantido desde o ano passado.

Para o presidente do Sindicato, Claudio Batista, o Claudião, a mobilização da categoria foi determinante para o resultado das negociações conduzidas pela Federação de Sindicatos dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo (FEM-CUT/SP).

“Foi uma campanha duríssima, mas conseguimos fechar com êxito, chegando ao reajuste de 5,4%. A nossa mobilização foi intensificada nos últimos dias em todos os sindicatos filiados à Federação”, afirmou Claudião, que também é secretário de Administração da FEM-CUT/SP.

Mobilização
As bancadas patronais do G10, Sindifupi, Sicetel, Siniem e Sifesp ainda não apresentaram propostas nas negociações da Campanha Salarial. O presidente do Sindmetau explicou que a assembleia também aprovou a possibilidade do estado de greve, se não houver avanço nas negociações. “Esses grupos têm até o dia primeiro para fechar. Caso não fechem, o caminho será o da mobilização”, afirmou Claudião.

Outro ponto analisado na assembleia foi o apoio à votação do fim da escala 6×1 no Senado. A redução da jornada sem redução de salários também é uma das pautas da Campanha Salarial dos Metalúrgicos. “Essa luta é fundamental. Aprovamos a mobilização em Taubaté e isso está ocorrendo no estado de São Paulo inteiro”, lembrou o presidente do Sindicato.