Rita Elisa e Cid Maomé, fundadores da AVLA
A Academia Valeparaibana de Letras e Artes (AVLA) completou 25 anos em 2026, consolidando uma trajetória marcada pela valorização da literatura, das artes e da cultura do Vale do Paraíba. A data oferece uma oportunidade para revisitar sua história, reconhecer aqueles que ajudaram a construi-la e, principalmente, refletir sobre os novos caminhos que se apresentam para a instituição.
A história começou em 14 de fevereiro de 2001, quando um grupo de escritores se reuniu para discutir a criação de uma entidade voltada ao fortalecimento da literatura regional. Em 24 de março daquele ano, cerca de 40 autores participaram de um encontro realizado na OAB de Taubaté, ocasião em que foi eleita a primeira diretoria, presidida pelo escritor Cid Maomé.
Desde o início, a proposta ultrapassava a reunião formal de escritores. Poucos meses depois, a instituição promoveu o Sarau do Vale, reunindo literatura, teatro, música, dança e outras manifestações artísticas. Essa característica ganhou forma definitiva em 2004, quando a entidade passou a adotar o nome Academia Valeparaibana de Letras e Artes.
Ao longo de sua trajetória, a AVLA participou da vida cultural da região por meio de saraus, lançamentos de livros, encontros, homenagens, concursos, publicações e atividades de incentivo à leitura e à produção artística. A Academia tornou-se também espaço de convivência entre diferentes gerações de escritores e artistas, contribuindo para preservar a memória cultural e estimular novos talentos.
As festividades de 25 anos ocorrem em um momento particularmente significativo. A instituição iniciou um novo ciclo administrativo para o biênio 2026–2027, com renovação de seus quadros e chegada de novos acadêmicos. Também ampliou sua participação em eventos e iniciativas culturais, aproximando-se de projetos que discutem a produção artística, a leitura e a formação cultural.
Outro passo importante é a atuação da AVLA como Ponto de Cultura, inserindo a instituição em uma rede mais ampla de iniciativas culturais e fortalecendo sua articulação com outros agentes do setor. A participação na Teia Regional dos Pontos de Cultura, realizada em agosto, demonstra essa disposição para dialogar e construir projetos em conjunto.
A presença da Academia na programação da FLIART e sua participação prevista na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em setembro, reforçam essa nova fase. A literatura produzida no Vale ganha espaços de circulação e estabelece novas conexões com leitores e instituições de outras regiões.
Os próximos anos poderão consolidar esse papel. Preservar a memória, acolher novos autores, estimular a produção artística e aproximar a cultura da comunidade são desafios que permanecem atuais. Aos 25 anos, a AVLA olha para sua história com a experiência acumulada e para o futuro com a oportunidade de escrever novos capítulos da cultura valeparaibana.
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por Carlos Gouvea














