Acervo reúne imagens produzidas ao longo de décadas em Aparecida, Paraguai e Cuba e aproxima fotografia, pesquisa e cultura popular
O Prof. Dr. João Rangel Marcelo, professor da Universidade de Taubaté (Unitau), lançou um site que reúne registros fotográficos feitos ao longo de décadas sobre manifestações de fé popular na América Latina.
O espaço reúne imagens produzidas em diferentes momentos e lugares, e mostra histórias, pessoas e diferentes formas de vivenciar a fé.
Um acervo que reúne diferentes histórias
No site, o público encontra fotografias feitas em Aparecida, Caacupé, no Paraguai, e no Santuário de Nossa Senhora do Cobre, em Santiago de Cuba. As imagens mostram romarias, celebrações e momentos de devoção, mas também revelam a relação das pessoas com os espaços e com o sagrado.
O acervo nasceu de uma trajetória que une a vivência em Aparecida, o fotojornalismo e a pesquisa acadêmica. Nascido na cidade, o professor cresceu próximo às manifestações religiosas do Santuário Nacional e, mais tarde, passou a registrá-las profissionalmente por meio da fotografia.
Esse trabalho também virou tema de pesquisa na Universidade de São Paulo (USP). O estudo começou aproximando Aparecida e Caacupé, no Paraguai. Durante o doutorado, a pesquisa ganhou um novo cenário: o Santuário de Nossa Senhora do Cobre, em Santiago de Cuba.
Assim, as fotografias passaram a fazer parte de uma pesquisa que busca entender as semelhanças e diferenças entre as formas de vivenciar a fé na América Latina.
Fotografias que também são memória
Por trás de cada registro, estão as histórias das pessoas encontradas durante esse caminho. Para o professor, fotografar essas manifestações é também uma forma de preservar memórias e transmitir sentimentos que nem sempre precisam de palavras.
“Nosso objetivo com essas imagens é documentar e mostrar como nós, latino-americanos, somos diversos, mas unidos por um sentimento religioso profundo e sensível. As fotografias tentam transmitir a intimidade do ser humano com o sagrado”, afirma.
A convivência com as pessoas retratadas também faz parte dessa experiência. “O que mais me impactou ao longo de todos esses anos foi a generosidade e a colaboração de pessoas humildes e maravilhosas que conheci.
O fotojornalismo traz consigo o preceito fundamental da ética. Aprendi muito nas redações e na universidade, mas, sobretudo, convivendo com esses verdadeiros mestres do cotidiano”, destaca.
Agora, esse acervo ganhou um espaço para ser compartilhado e continuar contando essas histórias. Quer conhecer o projeto? Acesse joaorangel.com.br e confira o acervo.














