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quinta-feira 27 agosto 2026
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Professor Unitau lança site com registros da fé popular na América Latina

Professor Unitau lança site com registros da fé popular na América Latina

Acervo reúne imagens produzidas ao longo de décadas em Aparecida, Paraguai e Cuba e aproxima fotografia, pesquisa e cultura popular

O Prof. Dr. João Rangel Marcelo, professor da Universidade de Taubaté (Unitau), lançou um site que reúne registros fotográficos feitos ao longo de décadas sobre manifestações de fé popular na América Latina.
O espaço reúne imagens produzidas em diferentes momentos e lugares, e mostra histórias, pessoas e diferentes formas de vivenciar a fé.

Um acervo que reúne diferentes histórias

No site, o público encontra fotografias feitas em Aparecida, Caacupé, no Paraguai, e no Santuário de Nossa Senhora do Cobre, em Santiago de Cuba. As imagens mostram romarias, celebrações e momentos de devoção, mas também revelam a relação das pessoas com os espaços e com o sagrado.

O acervo nasceu de uma trajetória que une a vivência em Aparecida, o fotojornalismo e a pesquisa acadêmica. Nascido na cidade, o professor cresceu próximo às manifestações religiosas do Santuário Nacional e, mais tarde, passou a registrá-las profissionalmente por meio da fotografia.

Esse trabalho também virou tema de pesquisa na Universidade de São Paulo (USP). O estudo começou aproximando Aparecida e Caacupé, no Paraguai. Durante o doutorado, a pesquisa ganhou um novo cenário: o Santuário de Nossa Senhora do Cobre, em Santiago de Cuba.

Assim, as fotografias passaram a fazer parte de uma pesquisa que busca entender as semelhanças e diferenças entre as formas de vivenciar a fé na América Latina.

Fotografias que também são memória

Por trás de cada registro, estão as histórias das pessoas encontradas durante esse caminho. Para o professor, fotografar essas manifestações é também uma forma de preservar memórias e transmitir sentimentos que nem sempre precisam de palavras.

“Nosso objetivo com essas imagens é documentar e mostrar como nós, latino-americanos, somos diversos, mas unidos por um sentimento religioso profundo e sensível. As fotografias tentam transmitir a intimidade do ser humano com o sagrado”, afirma.

A convivência com as pessoas retratadas também faz parte dessa experiência. “O que mais me impactou ao longo de todos esses anos foi a generosidade e a colaboração de pessoas humildes e maravilhosas que conheci.

O fotojornalismo traz consigo o preceito fundamental da ética. Aprendi muito nas redações e na universidade, mas, sobretudo, convivendo com esses verdadeiros mestres do cotidiano”, destaca.

Agora, esse acervo ganhou um espaço para ser compartilhado e continuar contando essas histórias. Quer conhecer o projeto? Acesse joaorangel.com.br e confira o acervo.