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terça-feira 15 setembro 2026
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Pressão alta nem sempre é emergência e sintomas orientam procura pela UPA

Pressão alta nem sempre é emergência e sintomas orientam procura pela UPA

Dor no peito, falta de ar, alterações neurológicas e perda visual estão entre os sinais que exigem avaliação imediata

Uma aferição de pressão arterial acima do habitual nem sempre representa uma situação de emergência. Ansiedade, estresse, esforço físico recente, consumo excessivo de sal, uso incorreto de medicamentos e até falhas na técnica de aferição podem provocar alterações temporárias.

É comum que pessoas procurem as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) após identificarem uma pressão elevada em casa ou em farmácias. Nesses casos, a equipe avalia o paciente para identificar a causa da alteração e verificar se há sinais que exigem atendimento imediato.

“É comum o paciente chegar preocupado apenas com o número apresentado pelo aparelho. Na UPA, fazemos uma nova aferição e avaliamos os sintomas, o histórico de saúde, as doenças preexistentes e os medicamentos em uso. Essa análise permite definir a conduta mais adequada para cada caso”, explica o Dr. Flavio Romeu Lopes coordenador clínico da UPA San Marino, unidade gerenciada pelo Grupo Chavantes.

Atenção aos sinais de alerta

Dor ou pressão no peito, falta de ar, desmaio, confusão mental, alteração súbita da fala, perda de força ou sensibilidade em um lado do corpo e alterações importantes da visão são sinais que exigem avaliação imediata.

“Quando a pressão elevada vem acompanhada desses sintomas, não é indicado esperar para ver se eles vão desaparecer. É importante procurar atendimento, porque o quadro pode estar relacionado a alterações cardiovasculares ou neurológicas que precisam de avaliação médica”, orienta o médico.

A elevação importante da pressão pode ocorrer em diferentes situações. Na urgência hipertensiva, apesar da pressão elevada, não há evidências de lesão aguda de órgãos-alvo. Já na emergência hipertensiva, existe comprometimento agudo ou progressivo de órgãos como coração, cérebro, rins ou grandes vasos, o que exige atendimento imediato.

A diferenciação é feita durante a avaliação clínica. Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares para investigar possíveis alterações e definir o tratamento.

“Uma medida isolada não deve levar o paciente a aumentar a dose do medicamento ou tomar outro remédio por conta própria. Para quem já tem diagnóstico de hipertensão, o mais importante é seguir o tratamento prescrito e manter o acompanhamento regular. Se a pressão permanecer elevada ou surgirem sintomas, é necessário buscar orientação médica”, reforça o Dr. Lopes.

A hipertensão arterial é uma doença crônica que, muitas vezes, não apresenta sintomas. Por isso, o acompanhamento regular é importante mesmo quando o paciente se sente bem. A aferição correta da pressão, o uso adequado dos medicamentos e o acompanhamento com profissionais de saúde contribuem para o controle da doença e a prevenção de complicações.

Sobre o Grupo Chavantes

O Grupo Chavantes, Organização Social de Saúde (OSS), gerencia mais de 30 projetos em seis estados brasileiros e ocupa a posição de oitava maior entidade do setor no país, com gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.