• Maria Lúcia Garbini Gonçalves – Porto Alegre/RS
Jesus tinha coragem de enfrentar o mundo com uma harmonia que só o amor puro consegue num sistema injusto e hipócrita. Ele disse: Não vim trazer a paz, mas a divisão (O.E.S.E. cap. XXIII, item 9). Ele é um modelo de como podemos colaborar para um mundo melhor vivendo na prática o mundo que queremos, vencendo o mal dentro de nós mesmos, mas nunca sendo coniventes com injustiças.
Aliás, em O.E.S.E, cap. XVII, item 3, dentre as características de “O Homem de Bem”, está: Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
O corajoso age com o coração, mas como o coração daquele que não quer para o próximo aquilo que o prejudica, assim fez Jesus, o ser mais corajoso encarnado aqui.
Nossa missão não é calarmo-nos diante de injustiças que afetam a vida de pessoas que se viciam em jogos de azar; não é calarmo-nos diante de maus tratos aos animais, não é calarmo-nos diante de ações que comprometem a vida do planeta; não é calarmo-nos diante de feminicídio; não é calarmo-nos diante de guerras que matam pessoas e destroem vidas; não é escolhermos representantes do povo que priorizam seus bolsos em detrimento do bem da maior. Nesse sentido, precisamos ser políticos, ou seja, agir para que tenhamos administradores que priorizem o bem de todos, não só de alguns. Vejam a sabedoria do Mestre no Sermão para os doze apóstolos: Eu os estou enviando como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas (MT 10:16).
Hoje vivemos a era da mídia, da informação rápida. Temos tudo nas mãos para espalhar o bem, pois os logaritmos espalham rapidamente as informações e acabam nos trazendo aquelas que estão em sintonia conosco. Jesus quer que o bem se espalhe e que tomemos a defesa do fraco. E para isso, precisamos saber o que acontece no mundo, procurar a verdade dos fatos, independentemente de quem os informa ou do partido político. Como Kardec nos aconselhava: Instruí-vos. Assim teremos olhos de ver e ouvidos de ouvir.
Jesus dizia: Eu venci o mundo. Como Raul Teixeira dizia: Para ser espírita, precisamos de coragem para olharmo-nos, admitir as nossas sombras. Nosso Mestre nos propõe também que sejamos corajosos para vencer o mundo.
Jesus reuniu muitos para espalhar a Boa Nova. Nós deveríamos ser um só no bem. Observa-se hoje que a ciência e a espiritualidade se aproximam cada vez mais. As religiões que visam o bem podem ser mais fortes unidas, mas infelizmente ainda estamos polarizados e muito precisamos evoluir até que percebamos isso. Somos todos um; temos a centelha divina dentro de nós. Por que se separar, se somos todos filhos de Deus, ou da Fonte Criadora, ou de Brahman, ou de Yahweh, ou de Alá, ou o que quisermos chamar? Mas é tudo da mesma fonte; até um ateu a tem, mesmo que não acredite.
Então, irmão, é preciso ter coragem e acreditar que nós podemos conquistar um mundo melhor. Não é o fim do mundo, é só caos se ajustando para um mundo novo.
Sejamos corajosos como Jesus!
Coluna Espírita – Coragem
set 12, 2026redacaoColuna Espírita (Agê)
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