Ônibus elétricos revolucionam a mobilidade urbana sustentável. Eles eliminam a emissão local de gases de efeito estufa e reduzem a poluição sonora.
A eletrificação do transporte público é uma estratégia crucial para descarbonizar grandes centros urbanos. Comparados aos veículos a combustão, os ônibus elétricos apresentam vantagens operacionais e ecológicas, tais como zero emissão de poluentes, eficiência energética, redução de ruído, custo de manutenção mecânica mais barato – chega a ser 24% mais barato que o ônibus a diesel, e não fica refém da oscilação do preço do combustível.
Além disso, a transição se apoia na indústria local, visto que cerca de 99% dos novos ônibus elétricos emplacados no país são produzidos em território nacional. Isso movimenta montadoras e convertedoras tradicionais e gera empregos verdes na cadeia de suprimentos.
A substituição da frota movida a diesel por veículos elétricos na cidade de São Paulo no final de 2025 vem transformando o ar da metrópole. Levando em conta somente os 60 novos ônibus então incorporados à rede, deixarão de ser consumidos 2,1 milhões de litros de diesel por ano, o que representa 5,2 mil toneladas de CO₂ a menos na atmosfera.
Além do impacto ambiental, os ônibus elétricos oferecem viagens mais confortáveis e tecnológicas. Todos contam com ar-condicionado, tomadas USB, Wi-Fi e um sistema de monitoramento inteligente SmartSampa, o maior da América Latina, que já conecta 35 veículos à central de segurança da Prefeitura.
Diversas cidades brasileiras têm testado ou implementado a tecnologia para avançar em inovação e sustentabilidade. O setor de transportes global estabeleceu metas ambiciosas, almejando centenas de milhares de ônibus elétricos em circulação até 2050.
A transição para a eletromobilidade não é apenas uma troca de motores; é uma escolha política e social sobre o tipo de cidade em que queremos viver. Ao dar prioridade ao transporte público com energia limpa, o Brasil sinaliza que o futuro da sustentabilidade urbana deve passar necessariamente pelo direito a um transporte público digno, eficiente e que preserve a saúde do planeta e dos cidadãos.
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por Giselle Jobin Roessler – advogada e fundadora da InTempore Sustentabilidade
gjobin@hotmail.com














