*Francisco Rebouças – Niterói/RJ
“Tenho compaixão da multidão.” Jesus. (Marcos, 8:2.)
Por toda parte, nas agitadas avenidas das grandes cidades do planeta, perambulam enorme quantidade de criaturas em desespero e desorientação visíveis, a procura de seus próprios objetivos de vida.
São pobres miseráveis em suas variadas situações, não só intelectualmente falando, nem carentes de bens materiais, mas, e principalmente de valores morais e espirituais, solicitando ajuda a quem os possam ajudar, sem normalmente alcançarem êxito na busca angustiante que os afligem.
São pessoas que se julgavam intelectuais, que se imaginavam sabedores de tudo, mas que, em verdade, não passam de indivíduos desprovidos de bom senso, humildade, doentes que ainda não se deram conta da verdadeira situação em que se encontram.
Caminham sem direção, sem ideais superiores, permanecem com suas velhas carências de equilíbrio, de paz, de otimismo, em busca do que nem eles mesmos sabem definir, medrosos, ansiosos, ciumentos, invejosos, egoístas, insatisfeitos em plena desarmonia interior.
Entendem que a vida se resume no possuir, no ter no valor monetário dos bens terrenos, esquecidos de que os verdadeiros tesouros aqueles que a traça não consome, a ferrugem não corrói, os ladrões não conseguem subtrair do seu possuidor, são exatamente os tesouros das virtudes espirituais inteligentemente desenvolvidas que realmente nos pertencem, o restante, por mais valioso nos pareça é passageiro.
“Não se resume a vida a fenômenos de nutrição, nem simplesmente à continuidade da espécie.
Laborioso serviço de iluminação espiritual requisita o homem.
Valiosos conhecimentos reclamam-no a esferas superiores.
Verdades eternas proclamam que a felicidade não é um mito, que a vida não constitui apenas o curto período de manifestações carnais na Terra, que a paz é tesouro dos filhos de Deus, que a grandeza divina é a maravilhosa destinação das criaturas; no entanto, para receber tão altos dons é indispensável erguer os olhos, elevar o entendimento e santificar os raciocínios.
É imprescindível alçar a lâmpada sublime da fé, acima das sombras.”
(Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel, livro Vinha de Luz, FEB, cap.10)
Não podem compreender o que se passa com outros tantos indivíduos que com eles se relacionam, que se apresentam joviais, alegres, sinceros, altruístas, portadores de uma alegria que os incomodam, não percebem que a diferença entre eles está no fato de estes outros já despertaram para o enfrentamento de si mesmos, na luta pelo bom combate.
Jesus nos inspire, guie e abençoe.
Coluna Espírita – Perambulando desorientados
jul 14, 2026RedaçãoColuna Espírita (Agê)
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