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terça-feira 14 julho 2026
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Comércio da região perde 2 mil empregos formais entre janeiro e maio, pior resultado desde 2020

Comércio da região perde 2 mil empregos formais entre janeiro e maio, pior resultado desde 2020

Setor segue ajustando o quadro de funcionários em meio à desaceleração das vendas

O comércio varejista da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte fechou os primeiros 5 meses deste ano com um estoque de 117.954 vínculos celetistas, representando uma alta de 0,9% em relação a maio de 2025.

Apesar do resultado positivo e de ainda manter um saldo de 1.092 postos de trabalho formal abertos nos últimos 12 meses, foi o pior resultado do setor no acumulado do período desde 2020, ano da pandemia. Foram 2.016 empregos com carteira assinada eliminados nesse início de 2026.

Os dados são da Pesquisa de Emprego na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, elaborada mensalmente pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região), com base nos dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

“Conforme já temos destacado, todos os anos acontece a tradicional adaptação do quadro de funcionários no comércio. No entanto, os números mostram que este ano este ajuste está bem mais intenso do que no ano passado. Foram 2.016 vagas fechadas contra 556 no mesmo período de 2025. A forte base de comparação justifica esse ajuste mais forte este ano, mas também é um sinal de desaceleração no mercado de trabalho, “ explica o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

No acumulado dos últimos doze meses, apenas três atividades registraram aumento no estoque de trabalhadores e uma ficou próxima da estabilidade. O segmento de supermercados apresentou o maior crescimento proporcional, de 4,0%, seguido pelas autopeças e acessórios (2,2%) e lojas de móveis e decoração. Do lado negativo, o estoque de vínculos celetistas do segmento de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos e das lojas de vestuário, tecidos e calçados recuaram 3,2% e 3,7%, respectivamente. Do gráfico abaixo, essa desaceleração do mercado de trabalho fica mais evidente.

“Não acredito que seja motivo de grande preocupação, pois é natural, após 4 anos de crescimento ininterrupto e de um cenário macroeconômico marcado por elevadas taxas de juros, inflação que segue em patamar desconfortável, inadimplência das famílias em alta, entre outros fatores que impactam negativamente o consumo, registrar esse cenário de desaceleração, tanto das vendas quanto da geração de empregos”, comenta Dan.