O crescimento da Inteligência Artificial aumentou muito a demanda por data centers, que consomem muita energia, e muitos data centers utilizam volumes significativos de água para manter os equipamentos resfriados de forma constante, para dissipar o calor produzido pelos servidores ao processar e armazenar o enorme volume de dados.
De acordo com o Fórum Econômico Mundial, um data center de um megawatt pode consumir até 25,5 milhões de litros de água por ano apenas para resfriamento, comparável ao uso diário de água de cerca de 300.000 pessoas. Essa dependência pode representar sérios desafios, especialmente em regiões que enfrentam escassez de água.
No dia 14 de julho Nova York se tornou o primeiro estado americano a suspender a construção de novos grandes data centers de I.A., em meio a preocupações sobre o impacto dessas estruturas no consumo de energia, no uso de água e nas comunidades locais. A medida suspende por um período de até 12 meses a emissão de licenças ambientais para implantação de data centers com capacidade a partir de 50 megawatts.
Esse período de suspensão tem como objetivo permitir que o estado de Nova York desenvolva novas regulamentações ambientais para esses data centers e examine seu impacto na rede elétrica, entre outras questões.
A proibição entra em vigor imediatamente, mas exclui hospitais, universidades e outros data centers de menor porte.
Grandes empresas globais e nacionais já operam infraestruturas focadas em neutralidade de carbono e abastecimento por fontes limpas. A transição para data centers 100% verdes envolve contratos de energia de longo prazo, arquitetura inovadora e reaproveitamento de recursos naturais.
Os governos têm um papel crucial na aceleração da transição para o desenvolvimento sustentável de data centers. As Diretrizes de Compras Sustentáveis para Data Centers e Servidores são projetadas para apoiar instituições públicas e agências de compras na seleção de equipamentos e instalações para data centers e servidores de computador que atendam a altos padrões de eficiência energética, desempenho ambiental e sustentabilidade.
Ao integrar essas práticas reconhecidas internacionalmente às estruturas de compras, os países podem garantir o alinhamento do desenvolvimento de sua infraestrutura digital com metas ambientais e climáticas mais amplas.
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por Giselle Jobin Roessler – advogada e fundadora da InTempore Sustentabilidade
gjobin@hotmail.com














