A arquitetura sustentável visa reduzir impactos ambientais e aumentar o bem-estar de forma economicamente viável.
A arquitetura sustentável integra edificações ao meio ambiente através de uma análise minuciosa do entorno e uso responsável do terreno, visando impacto mínimo e maximizando áreas verdes. O planejamento é interdisciplinar, frequentemente utilizando a modelagem BIM – Building Information Modeling ou Modelagem da Informação da Construção, processo inteligente baseado em um modelo digital 3D que integra dados de arquitetura, engenharia e construção – para compatibilizar projetos, enquanto o desenho bioclimático adapta a construção ao clima local.
As construções verdes (green buildings) reduzem impactos ambientais por meio da eficiência energética e hídrica, mitigam danos nos canteiros de obras, além da melhoria da saúde humana, com ambientes internos saudáveis e redução no consumo de energia do planeta.
O conceito de Green Building envolve construções eficientes, duráveis e confortáveis que integram a sustentabilidade socioeconômica, cultural e política, da fase de projeto ao uso. O movimento se organizou em 1993 com a fundação do U.S. Green Building Council (USGBC), criador da certificação internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Este selo foi desenvolvido para acelerar práticas sustentáveis na construção civil e atestar vantagens mercadológicas reais, divididas em três frentes: a) Estratégicas: Reduz de forma expressiva os danos ambientais e valoriza o imóvel a longo prazo; b) Operacionais: Gera economia de custos e reduz o consumo de insumos na fase de obra e c) Econômicas: Agrega valor financeiro aos empreendimentos e reduz os gastos de manutenção.
No dia a dia, esses edifícios operam com emissão quase zero de carbono. Eles geram energia limpa através de painéis solares integrados e fachadas fotovoltaicas. Sistemas avançados tratam e reutilizam a água no próprio local. Além disso, as coberturas verdes reduzem as ilhas de calor nas cidades e ajudam a reter a água das chuvas, prevenindo enchentes urbanas.
Mitigar o impacto ambiental não é mais uma escolha opcional para o mercado. Selos de certificação internacional estabelecem metas rígidas de consumo. Investir em arquitetura sustentável é frear o esgotamento dos recursos naturais do planeta. É redesenhar o nosso modo de vida para garantir a sobrevivência das futuras gerações.
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por Giselle Jobin Roessler – advogada e fundadora da InTempore Sustentabilidade
gjobin@hotmail.com














