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quinta-feira 24 setembro 2026
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“Crônicas e Contos do Escritor” – Valor da felicidade

“Crônicas e Contos do Escritor” – Valor da felicidade

Vamos conversar sobre o verdadeiro significado da felicidade ou de morar bem?
Simples? Jamais! A reflexão vai muito além do simples.
Não sei dizer se em Taubaté encontramos casas de 20, 30 milhões, como existe em algumas cidades e capitais do nosso Brasil, mas sabemos que, por aí, há casas que não são somente casas. Ultrapassam, em muito, os limites do que entendemos por casas. São verdadeiras mansões onde o dinheiro parece não ter limites. Palácios que custam milhões e milhões de reais, piscinas com espelhos d`água de centenas e centenas de metros.
Inimaginável? Para a grande maioria sim, mas para alguns poucos, não.
Jardins maiores que algumas praças e salas tão imensas que dá para fazer caminhadas.
E aquelas portas gigantes? Para que servem? Em minha humilde visão, para nada, mas são representações puras de luxo, elegância e ostentação.

Mármore para todo lado, lustres maravilhosos, cozinhas que parecem pertencer à restaurantes sofisticados ou à uma noite de sonhos. Encontramos quartos imensos com tetos estrelados e muita sofisticação, porém, nesses quartos, talvez, se durma muito menos do que se imagina, ou deseja.
Do lado de fora, piscinas azuis, imensas, refletem o céu, mas estão vazias, perdidas, artificiais, abandonadas e não trazem a alegria de crianças pulando na água.

Ao lado, área gourmet preparada para receber dezenas de pessoas, mas cadê os amigos verdadeiros? Há sauna, academia, cinema particular, elevador, adega, garagem para supercarros, e, em muitos casos, até quadra de tênis. Tudo grandioso, mas todo esse luxo, conforto, elegância, muitas vezes, estão desprovidos de alegria, de risos verdadeiros, cheios de vazios que oprimem o peito e desprovidos do que realmente é importante.
Qual o valor da felicidade? Como se mede? Pelos milhões que custam uma mansão? Pelo luxo, pelo conforto, elegância, status…?
Uma mansão pode ter vinte quartos, mas terá vinte amigos verdadeiros para preenche-los?
Uma mansão pode ter uma mesa para vinte convidados, mas terá vinte amigos sinceros, sentados em volta?
Uma mansão pode ter uma cozinha esplêndida, mas conseguirá trazer o delicioso cheirinho do café passado com o carinho da vovó?
Pode ter uma piscina enorme, cinematográfica, mas terá alegria?
Pode ter aquele jardim de sonhos, mas, com certeza, não substituirá aquele velho quintal onde passamos nossas infâncias. Talvez, possamos dizer que nossas melhores e mais importantes lembranças, venham de lugares modestos, simples, mas recheados de sentimentos.
Qual o valor da felicidade?

Uma casa simples pode estar cheia de amor, assim como uma mesa simples, pode reunir uma família inteira. De uma varanda, podemos ver a chuva caindo, sentados naquela velha poltrona, cheia de histórias para contar, sorvendo lentamente a caneca cheia de café fumegante.
O que é felicidade?
Não é errado desejar o melhor. Não é errado desejar a mansão ou o supercarro. Sonhar grande faz parte da vida. Errado é confundir o tamanho da casa com o tamanho da felicidade. Aquela piscina enorme e desprovida de alegria, não pode definir o tamanho da felicidade, afinal, sabemos que milhões podem comprar mansões e supercarros, mas não podem comprar família, amigos verdadeiros e paz.

Somente milhões podem trazer a felicidade? É? Tem certeza?
Qual o valor da felicidade?

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por J. Robson