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quarta-feira 26 julho 2017
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Dia das Mães aquece o mercado nacional de flores

Data é considerada uma das mais importantes para o segmento

Neste período, as vendas costumam ser até quatro vezes maiores à média das demais semanas do ano
O Dia das Mães é considerada a segunda data mais importante para o comércio varejista nacional, ficando atrás apenas do Natal. Neste ano não será diferente: dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CDNL) estimam que cerca de R$ 14 bilhões serão gerados neste dia em 2017. Um dos segmentos responsáveis por impulsionar o setor durante a data, tradicionalmente, é o de flores.
Isso porque para o mercado floricultor este é um dos dias em que as vendas registram as maiores altas, juntamente com o Dia dos Namorados e o Dia Internacional da Mulher. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo (SINDIFLORES) e a Hórtica Consultoria, as aquisições desses produtos nesta época costumam ser até quatro vezes mais altas do que nas demais semanas do ano.
A Panalpina Brasil, uma das principais operadoras logísticas do país para o mercado de flores e de produtos perecíveis no geral, entre outros setores, corrobora com estas estatísticas. A empresa opera na importação de dois dos maiores mercados floricultores do mundo, Colômbia e Equador (ficam atrás apenas da Holanda), de onde traz rosas, astromélias e gipsofilas para abastecer o mercado nacional. Nesta época do ano, seu volume de cargas operadas para o segmento tem um incremento de mais de 50%.
“Em um mês comum importamos, em média, de 40 a 45 toneladas de flores via modal aéreo, com cerca de dois embarques semanais. Somente nos últimos dias já transportamos mais que isso: desde o final de abril chegam ao Brasil de dois a três voos diários, com carregamentos de cerca de três a quatro toneladas cada. Para o mês de maio, como um todo, devemos embarcar por volta de 150 toneladas”, afirma o gerente de frete aéreo da Panalpina em Campinas, Caio Pimenta.

Das plantações aos pontos de venda – O gerente de desenvolvimento de rotas para a América Latina da operadora logística, Fabian Lavaselli, explica que após a colheita na Colômbia e no Equador as flores são transportadas em caminhões refrigerados até os aeroportos de Bogotá e Quito, seguindo viagem no porão de voos de passageiros, em temperatura inferior a 10 graus, até o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo (SP). “Temos equipes que atuam, em ambos os países, por 24 horas, responsáveis pelo embarque das flores rumo ao Brasil no mesmo dia. Ao chegarem no país elas são levadas até a cidade de Holambra, no interior do estado, tradicional pólo floricultor nacional, de onde seguem para os diversos pontos de venda aos consumidores espalhados pelo país (floriculturas, supermercados, lojas de conveniência e etc)”, destaca.

Uma das responsáveis por essa distribuição é a Zeker Flores Importadas, parceira da Panalpina Brasil desde o primeiro semestre de 2016. De acordo com o gerente de operações da empresa, Ricardo D’Acosta, há um aumento entre 40% e 50% nas vendas da Zeker nesta data e as flores mais procuradas são as rosas. “No total, tivemos uma movimentação de pouco mais de 30 toneladas de flores. Entre elas, distribuímos em torno de 200 a 300 mil hastes de rosas, enquanto habitualmente são cerca de 75 mil”, pontua.

O consultor comercial da Panalpina Brasil em Campinas, Leonardo Silva, por sua vez, acredita que as operações para este mercado, no geral, podem evoluir ainda mais ao longo do ano. “O mercado conseguiu se consolidar, se adaptando a delicada situação econômica do país, e por isso podemos ter um novo crescimento ainda neste ano”, completa.

Aquisição internacional – O mercado mundial de flores e de produtos perecíveis no geral segue em crescimento constante, registrando aumento de aproximadamente 5% ao ano. Percebendo o potencial, o Grupo Panalpina investe na ampliação do escopo de soluções logísticas para esse segmento, com o objetivo de se tornar o agente de carga global líder deste setor até 2020.

A operadora logística de origem suíça anunciou, no início deste mês, que irá adquirir a empresa Air Connection, do Quênia, especializada na exportação de flores e de produtos hortícolas para o continente europeu, para regiões como Países Baixos e Reino Unido. A operação ocorre logo depois de o Grupo Panalpina ter incorporado, em 2016, a Airflo, outra companhia queniana especializada no mercado floricultor.