Exercitar os músculos é fundamental para um bom envelhecimento. São músculos que influenciam a força, equilíbrio, independência e qualidade de vida.
Envelhecer bem não é apenas viver mais. É chegar aos 70, 80 ou 90 anos com autonomia, força e qualidade de vida. Nem sempre esses músculos são os que mais aparecem.
- Os glúteos: são fundamentais para estabilidade, equilíbrio e prevenção de quedas. Glúteos fortes significam mais segurança para caminhar, subir escadas e manter a independência. Os músculos abdutores do quadril mais fortes diminui em 86% o risco de queda. Quando eles enfraquecem, cada tropeço torna-se uma queda.
- O diafragma: é o músculo da respiração. Um diafragma forte melhora a ventilação, a oxigenação, auxilia na tosse eficaz e ainda influencia o controle do sistema nervoso, reduzindo o estresse. É um músculo que ninguém treina. Perde até 305 da sua força aos 70 anos, enfraquecendo a tosse que limpa os pulmões e a respiração que acalma o sistema nervoso.
- As panturrilhas: São é excelente marcador da reserva muscular. Panturilhas menores costumam indicar perda de massa magra e maior risco de complicações, hospitalizações e incapacidade funcional. A circunferência da panturrilha é o melhor indicador indireto da massa muscular total. Ela discretamente prevê os resultados hospitalares melhor do que a maioria dos marcadores sanguíneos. Abaixo de 32 cm significa 2,3 X risco de mortalidade em 90 dias.
- Força da pegada: Uma pegada forte reflete a saúde de todo o organismo. Ela está associada à força global, à função neurológica e cardiovascular e é um dos melhores preditores de mortalidade e fragilidade. Um aperto de mão lê seu sistema nervoso, coração e cérebro de uma vez. O Lancet o chama de um preditor de mortalidade mais forte que a pressão arterial. Por cada 5 kg de pegada perdida mais 16% de mortalidade por todas as causas.
Prof. José Pereira da Silva














