O desenvolvimento da imprensa – que chega a Paris em 1470 – tem papel fundamental no aparecimento de uma literatura que passa a se diferenciar das histórias medievais de heroísmo na França.
Com a reprodução de textos em série,ganha força a “redescoberta” e a propagação dos escritos de mestres gregos,além da ascensão do pensamento humanista.Quando se fala em uma maior divulgação dos clássicos,é preciso lembrar que isso não significa a “popularização “ da cultura.
A Igreja Católica ainda era grande detentora do conhecimento.Não à toa,expoentes da época como Rabelais,Molière,Racine e La Fontaine foram educados em instituições religiosas(alguns chegaram a ser seminaristas).
Aos poucos,panfletos,memórias,histórias curtas e sátiras foram se tornando mais comuns.Na dramaturgia,as tragédias clássicas também tomavam,gradualmente,espaço de gêneros como as peças de fundo moral.Reflexões humanistas motivadas pelos textos gregos colocaram novos temas em discussão.
As batalhas que dividiram a França entre protestantes e católicos tiveram grande influência na literatura do período,fazendo com que autores calvinistas tivessem de se refugiar longe dos centros,de alguma forma espalhando a literatura.
A tudo isso,a época soma uma aproximação entre autores e monarcas como Francisco I.O rei foi um dos protetores dos artistas,abrindo espaço para o desenvolvimento das letras em gêneros mais ousados.Estes tomariam novas formas e conteúdos e ajudariam a mudar o uso e os rumos da própria imprensa.
Prof. José Pereira da Silva














