Rachel de Queiroz publicou mais de duas mil crônicas. Uma escritora de prosa vigorosa. Se consagrou com seu romance O quinze, sobre a grande seca de 1915. Escreveu peças de teatro, livros infantojuvenis. ‘ Escritora, jornalista, tradutora e dramaturga. Recebeu muitos prêmios inclusive o Prêmio Camões (1993), a primeira mulher a recebê-lo.
Rachel Franklin de Queiroz nasceu em Fortaleza (CE), em 17 de novembro de 1910. Recebeu a educação intelectual de sua mãe. Seu primeiro artigo, escrito quando tinha 16 anos, foi publicado no jornal O Ceará. Posteriormente colaborou em outros jornais do Brasil. Faleceu no Rio de Janeiro, em 2003.
Foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, 1977. Nome marcante do Modernismo. Marcou a história da literatura brasileira com obras intensas. Contribuiu para o debate cultural e social no Brasil. Sua história confunde-se com a história do próprio país. Usa uma linguagem objetiva e direta. Sua linguagem é fruto do jornalismo profissão que exerceu.
Ela demonstra um equilíbrio entre a forma e o conteúdo em sua obra, crítica da realidade brasileira, caráter regionalista, linguagem próxima do coloquial.
Sua obra reflete fundamentalmente a preocupação com temas humanos e sociais, sem deixar de lado a força poética. Também produziu livros com uma perspectiva intimista e psicológica, como por exemplo As três marias.
Escreveu um conjunto literário complexo e de muita qualidade. Entre suas obras citamos: O Quinze (1930), João Miguel ( 1932), Caminho das Pedras ( 1937), As três Marias ( 1939), Dôra, Doralina (1975), Lampião (1953), Memorial de Maria Moura (1992), As terras ásperas (1993).
Prof. José Pereira da Silva














