O homem e a mulher caracterizam-se por uma contínua renovação. Suas condições psicossomáticas variam constantemente. Entretanto, trata-se sempre do mesmo homem e da mesma mulher.
Cada fase da vida – criança, jovem, adulto, idoso, senil – apresenta em si mesma algo de novo, é única, não vivida anteriormente, indo-se para sempre, nisso é que reside a tensão da existência, o estímulo para vivê-la.
Cada fase da vida humana tem algo de novo e único que deve ser vivida em seu tempo. Quando bem vivida passa a integrar a existência da pessoa.
O saudosismo das fases que passaram é substituído pela integração existencial.
Sempre encontraremos na vida coisas que parecem simples, banais mesmo, mas que a simplicidade aparente é apenas o reverso da profundeza e da riqueza de significado que essas coisas possuem.
A leveza da alma e de vida consiste precisamente em encontrar e viver o significado simples e profundo nas coisas cotidianas e aparentemente banais. Exige uma mudança de olhar. Reposicionar o olhar e ver o que permanece.
A leveza de alma e de vida nasce no espírito e no coração, de como alimentamos o espírito e de como preenchemos nosso coração. Está presente no amor vivido verdadeiramente, na busca da verdade, na honestidade dos atos, no respeito ao outro.
Não é algo totalmente visível ao olho nu, precisamos dos olhos da alma. Em cada etapa da nossa vida devemos fazer essas descobertas e buscar a leveza da alma que floresce o nosso coração, colore os nossos olhos e dá asas aos nossos pés. Está relacionada a busca do sentido da vida. Carl G. Jung ( 1875-1961) dizia: “o importante não é ser perfeito, o importante é ser inteiro”. Muitas vezes a dificuldade de aceitação de si mesmo dar-se devido o conflito entre a imagem real e o ideal do ego. O que é fundamental trabalhar de forma realista esse eu ideal e perceber as fragilidades e limitações.
Cada idade da vida nos traz uma grande verdade: eu sou precisamente quem sou aqui e agora, cada um de nós é quem é. Olhemos para dentro de nós. Aceitarmo-nos com nossas vulnerabilidades e lacunas. Se reconciliar consigo mesmo. É ser sujeito existencial que se compromete totalmente em e desde o seu ser, que busca sua essência pessoal.
Que assume seus processos de forma autoconsciente. É elaborar seus conflites e integrar os próprios limites e sombras, que se responsabiliza com sua trajetória de vida.
Somos chamados a amar a vida em cada uma de suas fases e vivê-la na sua plenitude.
Prof. José Pereira da Silva














