Nenhuma pessoa gosta de sofrer, mas o sofrimento faz parte da vida; aprender a sofrer é aprender a viver. A paz não consiste em não ter contrariedades, mas saber com humildade resignação aceitá-las e enfrentá-las.
A primeira atitude diante do sofrimento é a atitude mental; muitas vezes nós aumentamos o sofrimento com um pensamento negativo e pessimista.
É preciso não perder de vista que todos sofrimento deixa atrás de si algo de bom. Os abismos ensiná-nos a compreendermos as montanhas.
Ter que viver sem algo lhe faz valorizá-lo. A doença faz da saúde algo que vale a pena ser buscada e vivida. Como poderíamos reconhecer o prazer sem a dor?
Em todas as direções e em todas as situações, a vida tem significado. Em todo lugar existe a oportunidade da realização. Cada lágrima ensina-nos uma verdade.
Muitas vezes é o sofrimento, e só o sofrimento que abre no homem a compreensão interior e a autoconsciência. A melhor roseira não é aquela que tem menos espinhos, mas a que produz as mais belas rosas. Como disse um escritor: “Não peça a Deus cargas mais leves, peça a Deus ombros largos” ( Philips Brooks).
É preciso aprender a sofrer com fé. É preciso compreender o sentido do sofrimento e saber enfrentá-lo e numa perspectiva correta. O sofrimento é um fato, mais do que ser contornado, deve ser assumido e enfrentado o melhor possível. O bom uso do sofrimento exige certas disposições: paciência, esperança, oração e fé no amor de Deus.
O que muitas vezes faz a diferença não é o sofrimento em si mas de nossa atitude assumida em relação a ele.
O sofrimento é uma experiência universal. A todo ser humano é garantido sua cota de sofrimento na sua vida, é parte da condição humana.
O sofrimento é o lugar onde só podemos ser quem somos. É bem diferente de posar para selfies perfeitos nas redes sociais, o sofrimento nos despoja e nos torna vulneráveis diante do que vivemos no corpo, mente, alma e coração. O sofrimento é sentido muitas vezes para além do que se pode dizer, expressar. Muitas pessoas sofrem e não sentem dor. Portanto o sofrimento é mais do que isso. É uma luta contra a dor psicológica, a dor emocional, a dor dos pensamentos difíceis etc.
Porém nem todo o sofrimento é igual, mas todo o sofrimento é real e humano. Geralmente reconhecemos que a nossa humanidade está ligada à forma como respondemos aos sofrimentos dos outros. É preciso abrir espaço para a vulnerabilidade partilhada.
O sofrimento pode ser ocasião de descoberta da própria riqueza interior, de aprofundamento das relações e como chance de criar um modo diferente de amar e viver.
Prof. José Pereira da Silva














