Muitas vezes não percebemos o real valor das coisas simples, que são vitais, e nos preocupamos em acumular riquezas, buscar poder ou fama.
Damos mais valor à aparência do que à utilidade das coisas. Passamos nosso tempo correndo atrás de ouro e de brilhantes e esquecemos de contemplar o pôr-do-sol, de correr descalços na grama, de colher o fruto de uma árvore, sentir o perfume das flores… coisas simples, mais vitais para nosso equilíbrio como seres humanos.
A simplicidade do olho e do coração capazes de ver além do acidental. Muitas vezes os bens do mundo querem dispersar o coração. Porém o coração obscurece quando preso aos bens do mundo.
É a felicidade das pequenas e essenciais coisas da vida. A sociedade busca sempre novas sensações, mas da simplicidade e genuinidade que devemos nos alimentar. A simplicidade implica profundidade. A simplicidade implica profunda atenção ao que nos rodeia. Simplicidade caminha com a sensibilidade. Simplicidade implica afastar-se da banalidade.
A simplicidade implica despojamento, quietude, harmonia mental e espiritual. A simplicidade é importante num mundo de materialismo e competição. A simplicidade ajuda-nos no despertar daquilo que realmente importa na vida, é um regresso ao íntimo do coração. Um recolhimento ao essencial e significativo.
A simplicidade ajuda-nos a desenvolver as características mais humanas do ser. É o aprendizado dos pequenos passos e opções de cada dia.
A sociedade prefere o excesso, a simplicidade ao contrário prefere a essencialidade. A sociedade prefere a exterioridade e a simplicidade a interioridade. A sociedade busca a corrida desenfreada e a simplicidade um caminho lento e progressivo. A simplicidade vive da gratuidade.
Reencontrar a capacidade de ser simples sem ser simplório. Nas pequenas coisas pode estar uma centelha de felicidade superior a muita coisa grandiosa. Essa simplicidade é a capacidade de maravilhar-se. O próprio amor é simplicidade. A simplicidade dos encontros humanos é a riqueza dos olhares e da proximidade. Não é um caminho fácil o da simplicidade pois continuamos a acrescentar em vez de tirar, a complicar em vez de despojar.
A simplicidade implica fugir do supérfluo pois senão não teremos tempo para as coisas que são essenciais. Se nos concentramos para quilo que vale, o resto não faltará. A simplicidade pode tornar denso e significativo o cotidiano da vida. A simplicidade implica viver sem presa porém abertos as surpresas de cada dia.
Prof. José Pereira da Silva














