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quinta-feira 9 julho 2026
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Movimento reforça mobilização pela Igreja do Rosário dos Homens Pretos com mais uma noite de cultura, fé e resistência

Movimento reforça mobilização pela Igreja do Rosário dos Homens Pretos com mais uma noite de cultura, fé e resistência

A praça em frente à Igreja do Rosário dos Homens Pretos de Taubaté voltou a ser palco de um momento de união, cultura e esperança na noite do dia 7. Em mais uma edição do calendário de mobilizações promovido pelo Movimento Salve a Igreja do Rosário dos Homens Pretos de Taubaté, moradores, representantes da cultura popular, lideranças comunitárias e apoiadores da causa se reuniram para reafirmar um compromisso que permanece vivo: salvar um dos mais importantes patrimônios históricos e da memória negra da cidade.

Mesmo diante do silêncio da Cúria Diocesana, proprietária do imóvel, o clima foi de confraternização, perseverança e fortalecimento da mobilização. As apresentações culturais transformaram a praça em um espaço de celebração da ancestralidade e da resistência, demonstrando que a Igreja do Rosário continua viva na memória e no coração da comunidade.

Durante a noite, de terça-feira, apresentaram-se grupos de cultura popular levando ao público manifestações de Jongo Criolo, Roda de Coco e Congada, expressões tradicionais profundamente ligadas à história da população negra brasileira. A mobilização ganhou reforço com a apresentação do grupo de Congada de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário de Taubaté, do Mestre Dito Preto, se juntando ao Mestre Itajubá e a Mestra Zaira, que fizeram uma grande integração entre as traduções, ampliando, ainda mais, o alcance do movimento e demonstrando que a causa vem conquistando novos apoiadores.

O fortalecimento do movimento também começa a ser percebido no campo institucional. Após diversas manifestações públicas de apoio, participaram do encontro os vereadores Isaac do Carmo e Talita Cadeirante, reforçando a importância da preservação da Igreja do Rosário como patrimônio histórico, cultural e símbolo da memória negra de Taubaté.

O apoio da imprensa regional está ajudando a mostrar a força desse movimento que só vem crescendo.
Para os organizadores, entretanto, as apresentações culturais representam apenas uma das frentes de atuação do movimento. Paralelamente às manifestações na praça, seguem em andamento importantes iniciativas institucionais voltadas à proteção definitiva do patrimônio, entre elas o processo de reconhecimento da Igreja do Rosário junto ao IPHAN, reuniões com a Defensoria Pública e o acompanhamento das medidas já provocadas junto ao Ministério Público.

O projeto precisa ser revisto

Outra pauta considerada prioritária pelo movimento é a cobrança para que a Cúria Diocesana apresente um verdadeiro projeto de restauração, compatível com as exigências legais e técnicas de um bem histórico tombado. Segundo os integrantes, o projeto anteriormente apresentado não atendia aos critérios de preservação patrimonial, razão pela qual recebeu apontamentos do Conselho Municipal de Patrimônio para adequações.

O movimento defende que um projeto de restauro deve respeitar integralmente as características históricas, arquitetônicas e culturais da Igreja do Rosário dos Homens Pretos. Sem essas adequações, entendem que dificilmente haverá aprovação pelos órgãos competentes, prolongando ainda mais uma situação que já se arrasta há 16 anos.

“Nosso objetivo não é apenas cobrar. É contribuir para que a Igreja do Rosário seja efetivamente restaurada, preservada e devolvida à população. Mas isso exige um projeto sério, tecnicamente adequado e comprometido com a história do patrimônio. Permaneceremos acompanhando esse processo de perto, porque a cidade não pode mais esperar”, disse uma das integrantes do grupo.

O Movimento Salve a Igreja do Rosário dos Homens Pretos reafirma que continuará promovendo ações culturais, religiosas e institucionais, ampliando o diálogo com a sociedade e com os órgãos públicos, até que sejam adotadas medidas concretas para garantir a preservação da igreja.

Igreja do Rosário salva e viva é memória preservada, fé respeitada e história reconhecida.