Você está no almoço com os colegas de trabalho. E, de repente, chega aquele querido, de peito inflado, para contar vantagem. A conversa nem era sobre isso, mas ele já está lá falando das próprias conquistas, dos números, vomitando qualidades sobre si mesmo.
As pessoas até poderiam mudar de assunto, mas dá preguiça. Porque o querido sempre encontra um jeito de trazer o foco de volta para si.
O meme está pronto!
“Silêncio que o chato vai falar. Vai, chato, fala”, é o que todo mundo pensa.
Você ri disso internamente e promete para si mesmo que nunca vai pagar esse mico.
Aí, algum tempo depois, ouve alguém falando sobre a importância de fortalecer a marca pessoal, torce o nariz e pensa: “Sai fora. Esse negócio de ficar se autopromovendo não tem nada a ver comigo”.
Mas entenda uma coisa: fazer a gestão da sua marca pessoal para o mercado enxergar o seu valor é o exato oposto disso.
Marca pessoal não é sobre o quanto você grita as próprias qualidades. É sobre gestão de percepção. O seu valor não se impõe no gogó. Ele se demonstra na prática.
Para ser visto como uma autoridade, você não precisa verbalizar o tempo todo o quão bom é.
Em vez de simplesmente falar sobre si, crie conversas. Encaixe aquilo que você quer ou precisa falar sobre si em uma narrativa mais ampla, que também contemple o outro.
Por exemplo: em vez de chegar dizendo “sou um excelente profissional”, conte uma situação desafiadora que viveu com a sua equipe, compartilhe o que aprendeu com aquilo e pergunte se a outra pessoa já passou por algo parecido.
Percebe a diferença? Você continua mostrando competência, mas sem transformar a conversa em um palco só para você.
A conversa genuína vai te ajudar a mostrar naturalmente o seu valor, sem que você fique listando qualidades.
Você não precisa inflar o ego, forçar a barra ou virar o personagem inconveniente que todo mundo evita no cafezinho para construir uma marca forte.
Ser intencional é muito diferente de ser chato.
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por Cris Veronez
crisveronez.lima@gmail.com














