As redes sociais nos acostumaram a organizar o mundo em blocos simples: um problema, uma causa, uma solução.
A saúde mental, um dos assuntos mais discutidos atualmente, talvez seja o melhor exemplo dos riscos dessa lógica, especialmente para quem se informa exclusivamente pelas redes sociais.
Ansiedade? Medite. Depressão? Faça corrida ou musculação. Cansaço? Tome vitaminas. Burnout? Psicólogo.
Tudo precisa caber em um card, soar definitivo e funcionar para todo mundo.
Mas uma atividade, um remédio e a psicoterapia podem cumprir funções diferentes conforme a realidade e as necessidades de cada pessoa. São recursos distintos, que podem desempenhar papéis complementares.
Não podemos transformar um recurso possível em solução universal, minimizando questões sérias e até atrasando a busca por ajuda adequada.
A vida não funciona em blocos isolados. Existem contextos, histórias, relações e diferentes fatores atuando ao mesmo tempo. Pensar sistemicamente é enxergar essas conexões antes de oferecer respostas prontas.
As redes sociais podem informar, mas não dão conta de aprofundar todos os assuntos. Cabe a nós reconhecer seus limites, furar a bolha e buscar outras fontes.
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por Cris Veronez
crisveronez.lima@gmail.com













