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terça-feira 5 maio 2026
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Trabalhadores entram em estado de greve contra ameaça de 400 demissões na Zeentech

Trabalhadores entram em estado de greve contra ameaça de 400 demissões na Zeentech

Rompimento de contrato entre empresa terceirizada e Alstom coloca empregos em risco em Taubaté

Os metalúrgicos e metalúrgicas na Zeentech entraram em estado de greve nesta segunda-feira, 4, em Taubaté. A decisão é uma resposta à ameaça de demissão em massa que pode afetar 400 trabalhadores na unidade. A assembleia foi conduzida pelo Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região).

A instabilidade começou após a Zeentech comunicar ao Sindicato, na última quinta-feira (30), sobre a rescisão do seu contrato de prestação de serviços com a Alstom. A Zeentech atua de forma terceirizada dentro do complexo da multinacional, sendo responsável pela montagem de vagões.

Os 400 trabalhadores na Zeentech representam cerca de 40% da força de trabalho no complexo da Alstom. Com a aprovação do estado de greve, é aberto prazo de 48 horas para que as empresas abram negociação com o Sindicato. Caso isso não aconteça, a greve é iniciada. O objetivo do Sindmetau é a manutenção dos postos de trabalho.

O presidente do Sindicato, Claudio Batista, o Claudião, destaca que as decisões contratuais entre as duas empresas foram tomadas sem qualquer negociação prévia com o Sindicato.

“Essa situação expõe um problema da Reforma Trabalhista de 2017. A reforma aprofundou o processo de terceirização, deixando o trabalhador mais exposto diante das decisões das empresas. Mas não ficaremos parados: vamos lutar pelo emprego dessas famílias”, afirmou Claudião.

Além da assembleia com os trabalhadores na Zeentech, o Sindmetau realizou uma segunda votação com os funcionários diretos da Alstom, que manifestaram apoio aos trabalhadores terceirizados.

“Esse não é um problema apenas dos trabalhadores na Zeentech e da Alstom, mas é algo que afeta a cidade. Por isso precisamos que o poder público, a Prefeitura, a Câmara e a sociedade também se manifestem contra essa decisão das empresas”, afirmou o presidente do Sindmetau.

A Alstom conta com contratos ativos de fornecimento para projetos metroviários em países como Brasil, Chile e Taiwan. A fábrica está instalada em Taubaté desde 2015, passando por um processo de ampliação em 2022.