Os metalúrgicos e metalúrgicas de Taubaté vão injetar R$ 88,1 milhões na economia local até o final de julho. O montante corresponde à primeira parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 2026, o que representa um aumento de cerca de 17% em relação ao ano passado, quando a categoria injetou R$ 75,3 milhões no mesmo período.
A quantia é resultado de negociações coletivas conduzidas pelo Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região) com 22 empresas da base. Esse valor deve crescer nas próximas semanas, já que o sindicato segue em negociação com outras fábricas do setor na cidade.
O presidente do Sindmetau, Claudio Batista, o Claudião, reafirmou que o crescimento nos valores da PLR 2026 foi conquistado graças ao apoio e à mobilização dos trabalhadores na mesa de negociação. “Esse respaldo foi fundamental para que os representantes sindicais alcançassem os reajustes”, destacou.
Para o dirigente, além de reforçar o orçamento das famílias, o pagamento da PLR impulsiona diretamente o comércio e os serviços locais. “Temos plena consciência de que, ao aquecer a economia de Taubaté, colaboramos com a manutenção e a geração de empregos em todo o município.”
Claudião ressaltou ainda que o impacto da medida vai além do benefício direto à categoria. “A PLR, uma conquista histórica do movimento sindical e da classe trabalhadora brasileira, é uma importante ferramenta de distribuição de renda no país, com forte impacto no desenvolvimento regional.”
Campanha Salarial 2026
Além da PLR, estão em andamento as negociações da Campanha Salarial 2026. A Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP) definiu uma agenda de mobilização nas fábricas para pressionar as bancadas patronais.
A categoria reivindica a reposição da inflação, valorização salarial com aumento real, preservação dos direitos nas convenções coletivas e a justa distribuição dos resultados do crescimento industrial.
“Os metalúrgicos seguem contribuindo para o desenvolvimento da indústria. É justo que tenham seus salários valorizados e seus direitos respeitados. Vamos ampliar a mobilização nas fábricas”, afirmou o presidente da FEM-CUT/SP, Erick Silva.
Para Claudião, que também é diretor executivo da Federação, o resultado histórico da PLR local demonstra que a mobilização traz retornos práticos, e o mesmo empenho será cobrado na Campanha Salarial. “Cada assembleia, cada mobilização na porta de fábrica será um recado direto aos patrões.”














