Katherine Mansfield nasceu em 14 de outubro de 1888, em Wellington, Nova Zelândia. E faleceu em 09 de janeiro de 1923, em Fontainebleau, França. Faleceu de tuberculose aos 34 anos de idade. Mudou da Nova Zelândia para Londres em 1888, antes dos vinte anos de idade.
Escritora neozelandesa que se tornou famosa por seus contos e poemas. Conheceu a obra de Oscar Wilde na adolescência e a tomou como primeira inspiração para seus contos.
Publicou três livros: Numa pensão alemã (1911), Felicidade (1920) e Festa no jardim (1922), títulos aos quais se deve acrescentar um par de longas histórias que apareceram em pequenas edições feitas à mão: Prelúdio (1917) e Je ne parle pas français (1918). E vários outros contos e resenhas publicadas em revistas mais o que deixou em meia centena de cadernos inéditos.
Uma das mais importantes escritoras do século XX. Considerada a mãe do conto moderno. Ela abandona o final surpreendente e a estrutura fechada do conto clássico ao estilo de Poe, Maupassant etc.
Ensaísta e contista do movimento modernista. Sua obra marcou e influenciou diversas gerações de escritores e continua reverberando até os dias atuais.
A escritora brasileira Clarice Lispector ( 1920-1977) leu a obra de Katherine Mansfield e se viu espelhada naquele texto. Na crônica O primeiro livro de cada uma de minhas vidas, ela relata que, por acaso, começou a ler um livro de Mansfield em uma livraria, aos quinze anos, e pensou “mas esse livro sou eu”.
Grande expressão do conto, que desenvolveu um estilo de prosa singular com muitas nuances poéticas. Seus contos são delicados, focados em conflitos psicológicos, possuem uma narrativa oblíqua e um a sutileza de observação que revelam a influência de Anton Chekhov ( 1860-1904). Katherine teve grande influência no desenvolvimento do conto como forma literária.
Prof. José Pereira da Silva














