Tudo começou com o egoísmo e o desejo de dominar. Pequenas ações impensadas, palavras ríspidas, falta de bom senso e de negociações. Palavras vazias, desejos escusos e olhos voltados para o próprio umbigo. Potências se encaram e os não tão fortes se aproveitam e colocam lenha na fogueira. Quem sabe, no meio do caos, não sobram raspas? Os grandes, que antes se respeitavam, perderam o respeito e não querem acordos, agora, é pagar para ver quem atira primeiro. Se conseguir atirar antes, pode ter certeza que, ainda assim, também vou atirar em você.
As negociações e o diálogo foram deixados de lado, o bom senso foi deixado de lado, a paz esquecida e o desejo de se provar mais forte prevaleceu. Aumentaram o tom, ameaçaram ataques e contra-ataques. Fizeram exigências impossíveis, querem a guerra, querem dominar, querem prevalecer, esquecendo que ninguém prevalecerá, ninguém sobreviverá.
Quem destrói quem primeiro? Não importa, o importante é destruir.
Comunismo, socialismo, capitalismo, ditaduras? Não importa, somos inimigos e pronto. Quero matar, destruir, tomar seu país, quero me tornar soberano.
Ninguém parece se preocupar com os civis, com os inocentes.
E nem precisamos de soldados, o jeito de fazer a guerra é outro. Soldados? Para quê?
Os ponteiros caminham, as últimas cartas são colocadas à mesa e, agora, não são mais pequenas ações, partiram para as grandes ações, decisões foram tomadas, não dá mais para voltar atrás. Escusas alianças entre potências inimigas com o intuito de destruir, aniquilar. É agora, o momento é esse.
Em uma primeira etapa, os drones fazem o serviço e levam a primeira destruição. Pequenos, médios e grandes aparelhos, surgidos como se fossem de filmes de ficção, cruzam os céus e trazem o horror. Inicialmente, alvos militares, mas por pouco tempo. Matar civis traz mais resultados. Os drones cruzam os céus e os pobres inocentes, impotentes, apenas olham as pequenas, médias e grandes máquinas de matar.
Como evita-las? Não há como, não são humanos, não tem medo, versão moderna dos antigos e desprezíveis kamikazes. Tiros, mísseis, destruição, mortes, sofrimento.
Para quê?
Não satisfeitos, em uma segunda etapa, vem o pior, a catástrofe definitiva. Botões malditos são acionados e as bombas proibidas e mísseis gigantescos, que atravessam oceanos, chegam trazendo os cavaleiros do apocalipse e o homem conhece o inferno na terra. É o fim do mundo como o conhecemos.
Bombas jogadas de longe, centenas delas, pura covardia, provocam cogumelos gigantes, calor intenso vaporizam coisas, casas, prédios e pessoas, ondas de choque, destruição em massa, mortandade, sacrifícios, sofrimentos, é o planeta sendo dividido ao meio. Acabou, aquelas luzes no céu não eram simples cometas, anunciavam o fim.
Os oceanos, machucados e revoltados, produzem tsunamis, ondas gigantes se levantam e o planeta, já destruído, ainda é invadido pelas águas nervosas, nada mais será como antes.
E, na terceira e derradeira etapa, entram em cena as temíveis nuvens negras, poeiras tóxicas que encobrem a vergonha e matam a humanidade e os vestígios de vida, nada sobrevive. Escuridão, pavor, o mundo encontra seu final.






















