Em ano de novidades, depois de expor na Bienal Rio, veio o momento de conhecer a FLIP e sonhar em expor no ano que vem.
A bela e histórica cidade de Paraty já conhecia, mas havia o sonho antigo de conhecer a mais famosa das Feiras literárias do País, a FLIP. E foi em dias de sol, com vento morno nos começos de tarde e gelado nos finais, que debutei na FLIP.
Outra novidade, conheci a estrada Cunha-Paraty no pós-liberação. Está em excelente estado (em alguns trechos, um pouco machucada pelas chuvas dos últimos dias). Fiquei impressionado pelas placas de alerta para animais na pista, muito legal. Na ida tive a felicidade de ver um macaquinho, daqueles pequeninos, não sei o nome, cruzando a estrada bem à minha frente. Graças a Deus os freios do carro e meus reflexos estão em dia. Outra coisa que me chamou muito a atenção foram algumas passagens feitas de arame que cruzam a estrada pelo alto, certamente para que animais passem de um lado para outro da estrada sem correr riscos como aquele macaquinho doidinho que atravessou a pista bem na minha frente.
Bom, chegamos à Paraty com tempo bom e muita vontade de conhecer a FLIP. Esse ano não foi possível expor lá, mas ano que vem com certeza estarei expondo e, aí sim, ficarei todos os dias. Pousada boa, apesar da escada que judiou dos meus joelhos. Mas a grande vantagem era que se localizava bem perto da FLIP, de modo que podia ir a pé. Ainda bem, porque encontrar uma vaga para estacionar nas proximidades da FLIP, não era nada fácil.
E vamos à Festa literária, maravilhosas tendas brancas lembrando até uma civilização indígena, tal o formato das tendas. E havia guerreiros por todo o lado. Quem foi que disse que escritores não são guerreiros? Uma constante luta para conquistar seu espaço no dia a dia.
Havia energia pura, mas o público e profissionais do livro sorrindo, uma verdadeira festa literária. Havia alegria, descontração, cultura e artes plásticas para todo lado.
Como não gostar? Livros para todos os gostos, muitos autores conhecidos e consagrados, palestras, mesas de debate, coisa linda e, como disse, uma atmosfera, sei lá, diferente das grandes Bienais Rio e São Paulo. Talvez apenas um “achismo” da minha parte, mas o público realmente parecia mais descontraído e as tendas mais, como dizer, mais calorosas, menos daquele profissionalismo sério e carrancudo. Parecia que havia mais simpatia, mais sorrisos, mais calor humano, sei lá. Amo Paraty e adorei a FLIP.
Talvez fosse minha própria energia que, movida pela maresia do mar, pelo sol e céu azul, estava mais leve, mais disposta a se divertir.
Bermuda, tênis (ótimo para caminhar pelo centro histórico de Paraty) e uma agradável sensação de felicidade. Talvez tenha sido por mais um sonho realizado, conhecer a FLIP. Ou, talvez fosse pela comemoração do niver, o 6 ponto 1 me encontrou no último domingo e comemorei em alto estilo, em plena FLIP, em plena Paraty.
Tristeza enorme quando as editoras começaram a desmontar a arrumação das suas tendas e encaixotar aquelas dezenas e centenas de livros. Ficou um vazio, a FLIP estava acabando e, claro, ficou também um gostinho de quero mais. Bom, agora tem a feira da Rodoviária velha em Taubaté, depois na rodoviária nova, também em Taubaté, e, depois, outubro chega com mais festa literária e será em Piracicaba e vou expor na FLIPIRA.
Mas, vamos sonhar, em 2026 quero estar lá, realizando mais um sonho, o de expor na FLIP, assim como sonho em expor na Bienal São Paulo. Vamos sonhar, vamos usar a física quântica e começar a “cocriar” (é isso mesmo, a palavra está certa) a realidade de 2026.
Subir a serra de volta, Paraty-Cunha, e os olhos do escritor, perdidos na contemplação das belas paisagens, se enchem de lágrimas pelo fim da FLIP-2025, mas seu coração já está ansioso e bate acelerado para a FLIP-2026 e para as Bienais São Paulo e Taubaté.
E assim, o escritor segue a vida.






















