Começou a primavera e, com ela, o calorzão. Começou o período de ficar com o corpo suado, melado (às vezes até fedido), período em que a pressão baixa adora dar as caras e a leseira após o almoço é certa. Dias bonitos? Sim, o Sol está lindo, o céu de um azul intenso e os Ypês, amarelos, brancos e rosas, já estão mostrando as suas belezas, mas o calorzão já é insuportável.
Acabou o inverno, acabou o friozinho agradável, as tardes chuvosas e frias que convidavam à um bolo de fubá (ou de milho), com um cappuccino sabor chocolate e, para completar, bolinhos de chuva ou pãezinhos de queijo, Oh, coisa boa.
Os banhos com água quente também acabaram, é hora de desligar o chuveiro, economizar na conta elétrica e se refrescar na água fria.
Parece que nem vi o outono e o inverno passar, foi tão rápido, mal começou e já terminou. E sabe o mais incrível, a primavera e o verão também vão passar rápido e nem “veremos”.
E, assim vamos, as estações se sucedendo, tudo muito rápido. O tempo vai passando, nos atropelando, mudando e seguindo em frente. Quando percebemos, estações e estações começaram e acabaram. E, olha só, junto com a primavera, já começam a chegar as grandes chuvas. Cartão de visitas foi no último domingo com uma pancada de, talvez, uns dez minutos, mas que já foi suficiente para formar grandes poças que, em alguns pontos da cidade de Taubaté, trouxeram alguns desconfortos e inconvenientes.
Por exemplo, eu estava em um grande supermercado de Taubaté no momento em que o céu abriu e a chuva desabou. Para minha sorte, havia parado o carro no estacionamento coberto e só fiquei imaginando aqueles que haviam estacionado em locais sem cobertura. Simplesmente não havia como ir embora, tinha que esperar a chuva passar.
E, como toda primavera e verão, logo vem as chuvas mais fortes, aquelas dos fins de tarde e que causam muito estrago todos os anos. Aliás, o que foi feito ou melhorado em relação ao ano passado? Até onde sei, nada. Então, assim como no ano passado e em outros anos, vamos ter enchentes, estragos, prejuízos e oxalá não percamos vidas inocentes.
E o interesse político em resolver os pontos onde todos sabemos que tem enchentes, foi…zero. Para quê? Isso não traz votos.
E após cada enchente, cada tragédia, promessas e promessas de que tudo vai melhorar, conversas e conversas que aqueles pontos vão ser trabalhados para que não se repitam mais as enchentes. Velhas conversas vazias, promessas que nunca se tornam realidade.
E, lembrando, temos estações com enchentes e estações com secas. Ué? Não dá para armazenar água nos períodos de enchente? Porque desperdiçamos tanta água se quando muda a estação, sofremos com a seca? Mas, olha essa impermeabilização do solo, olhas essas calhas e condutores de água das dezenas de milhares de casas de Taubaté que desperdiçam o líquido precioso. Como fazer reservas de água de chuva assim? Ah, dá para armazenar sim, mas precisa, antes de mais nada, de interesse político e qual político vai se interessar por isso?
E assim vamos nós, dia após dia, meses após meses, estações que se revezam e nada muda, aliás, a cada quatro anos mudam os personagens, mudam os políticos, mas a merda continua a mesma e as moscas sempre esvoaçando no meio da porcaria toda.
Ah, as estações que nos agradam ou desagradam, vão e voltam e nós assistimos impotentes o tempo passar, as estações passarem, e a vida seguir seu rumo, seu ciclo.
E que venha a primavera e o verão com suas temperaturas insuportáveis, lá vamos nós suar muito até que o outono volte e vai voltar logo.
E, por enquanto, pelo menos, dá para tomar sorvete de coco e de limão. Ah, dá para tomar o de abacaxi também. E que venham a primavera e o verão.






















