Escritor é um bicho doido mesmo, acordei em uma bela manhã, em plena cidade de Ubatuba e me lembrei de um sonho ou, talvez, um pesadelo. Resolvi escrever o danado, torná-lo um conto de terror e dividir com você. Vamos junto nesse pesadelo?
O pesadelo começava com um jovem que, em uma manhã qualquer, acordou, olhou de lado e simplesmente não sabia onde estava e nem como tinha ido parar ali. Parecia uma floresta, havia mato por todo lado e árvores gigantescas. Olhou em volta, o dia estava clareando. Sentou no chão duro e viu a alguns metros de distância, uma mancha escura que se movia. Intrigado, aguçou a vista e, para sua surpresa, constatou que eram formigas enormes com ferrões assustadores. Simplesmente inacreditável seu tamanho e se lembrou das formigas do planeta Zybellium, naquele livro maluco “Estrada para Zybellium”, do escritor J. Robson J. Assustado, levantou e se distanciou delas agradecendo por ter visto as danadas antes que chegassem ao seu corpo. Caminhou por entre árvores e muita vegetação. Não conseguia se orientar, não conseguia encontrar um ponto conhecido, não conseguia saber onde estava. Não se lembrava de nada. Algo passou correndo e se virou assustado a tempo de ver um coelho, que mais parecia um cachorro, entrar no meio de alguns arbustos. O que está acontecendo? Onde estou e como vim parar aqui?
O dia começava a clarear a floresta desconhecida. Imaginou que logo estaria com fome e sede. Gritou pedindo ajuda e tudo o que escutou de volta foram gritos de pássaros. Gritou de novo, gritou mais alto e mais alto ainda e tudo o que escutou de volta continuou sendo os gritos dos pássaros. Saiu andando, estava assustado, com medo, não sabia onde estava e se perguntou como alguém poderia vir salva-lo. Viria alguém? Se imaginou morrendo lentamente de fome e sede e não teve dúvidas que a sede o mataria primeiro. Precisava encontrar água. Um rio ou algo parecido. Começou a olhar para as árvores, poderia comer frutos para matar a fome. Caminhou por vários minutos e continuou vendo coisas esquisitas, anormais, como mosquitos enormes, marimbondos gigantes, árvores enormes, desproporcionais, flores e plantas diferentes, estranhas. Havia um cheiro no ar que ele não conseguia identificar. Escutou animais correndo, ouviu barulhos nas copas das árvores, mas não conseguiu ver os bichos. Seriam macacos? O sol já estava alto e a sede começava a surgir, precisava encontrar, urgente, um rio. Voltou a andar e, de repente, parou petrificado.
Escutara algo atrás de si, um rosnado. Olhou de onde vinha o som, mas não conseguiu ver nada. Acelerou o passo, o rosnado parecia mais próximo e era aterrorizante. Encontrou uma formação de rochas e tentou se esconder. Subiu e desceu, correu entre as pedras, caiu, se arranhou, se levantou e o rosnado mais perto. De repente só havia rochas à sua volta e o rosnado cada vez mais perto e mais forte, era assustador. O animal se aproximava e parecia faminto.
Subiu em algumas pedras mais altas e conseguiu ver o bicho, era um monstro e não conseguia imaginar do que se tratava, devia ser algo de outro mundo. De repente, o monstro olhou para cima, o viu e começou a correr em sua direção.
Apavorado o jovem desceu das pedras e tentou se esconder. A fera estava apenas alguns metros atrás dele, precisava se esconder, não conseguiria correr do animal. Contornou uma pedra e deu de cara com um paredão, não tinha como fugir e o bicho se aproximava. Estava apavorado, coração acelerado e pernas tremendo. Encostou em uma pedra, olhava para onde o monstro deveria surgir e ele apareceu. Enorme, horrível, monstruoso, apavorante. Tinha olhos vermelhos, babava e suas presas eram assustadoras. Não havia como escapar. O monstro o olhou com baba escorrendo e se preparou para o ataque. O jovem se encolheu, fechou os olhos e só rezou que tudo fosse rápido.






















