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terça-feira 1 setembro 2026
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Cortejo da Festa do Folclore faz parada diante da Igreja do Rosário e reforça pedido de restauro

Cortejo da Festa do Folclore faz parada diante da Igreja do Rosário e reforça pedido de restauro

A cultura popular tomou as ruas de Taubaté no último sábado, 29 de agosto, durante a programação da 65ª Festa do Folclore 2026, e fez uma parada que ganhou um significado especial: diante da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, patrimônio histórico e cultural da cidade, os grupos participantes do cortejo marcaram sua preocupação com a situação do templo e reforçaram a necessidade de que o restauro seja iniciado imediatamente.

O cortejo teve concentração na Praça Santa Terezinha, de onde saiu em direção ao Portal da Festa, na Avenida Imaculada. No percurso, os grupos fizeram questão de parar em frente à Igreja do Rosário, levando para aquele espaço a força e a simbologia das manifestações da cultura popular.

Participaram do cortejo a Congada São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, o Grupo de Dança Cigana Rosa de Fogo, o Grupo de Moçambique do Parque Bandeirantes, o Grupo de Capoeira Zumbi Arte, o Grupo de Moçambique do Parque São Cristóvão, o Grupo de Maracatu Baque Mulher, a Congada do Alto do Cristo e a Congada São Benedito do ERE.

A presença desses grupos diante da Igreja do Rosário não foi apenas uma parada no caminho. Foi também uma manifestação de pertencimento e de reconhecimento de que a cultura popular e o patrimônio histórico caminham juntos. A igreja faz parte da história das manifestações culturais e religiosas que atravessaram gerações e ajudaram a construir a identidade de Taubaté.

Para o Movimento Salve a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, o gesto dos grupos reforça uma preocupação que vem sendo apresentada há meses: a situação do prédio é crítica e não há mais espaço para que a preservação seja adiada.

Enquanto os grupos levavam seus tambores, cantos, danças e tradições pelas ruas da cidade, a Igreja do Rosário permanecia ali, como testemunha de mais de três séculos de história. A parada diante do templo ajudou a chamar a atenção justamente para essa contradição: uma cidade que celebra sua cultura precisa também cuidar dos lugares que guardam a memória dessa cultura.

A mobilização pela preservação da Igreja do Rosário vem crescendo e conquistando o apoio de diferentes setores da sociedade, incluindo artistas, movimentos culturais, pesquisadores e parlamentares. A realização de atos populares, a participação em eventos culturais e a articulação junto às instituições têm como objetivo sensibilizar a população e cobrar das autoridades medidas efetivas para garantir a preservação do patrimônio.

O movimento considera que a participação dos grupos folclóricos nesse momento reforça uma mensagem fundamental: restaurar a Igreja do Rosário não é apenas recuperar um prédio antigo. É proteger um espaço de memória, cultura, fé e resistência que pertence a toda Taubaté.
Os tambores passaram. O cortejo seguiu. Mas a Igreja do Rosário continua pedindo atenção — e, sobretudo, ação.