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segunda-feira 27 abril 2026
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Comunicação 360 – Em quem você se inspira?

Você já sentiu insegurança sobre a sua forma de se comunicar? Já teve dificuldade de colocar em palavras as características da sua própria identidade? Quem é você? Quais objetos, cores, cheiros e sensações te representam? Que tipo de linguagem você usa?
Assim como você, muitas pessoas chegam até mim com essas mesmas dúvidas.

Tenho uma cliente da área da saúde que tem um estilo de comunicação diferente do padrão do seu mercado. Enquanto muitos profissionais da área se posicionam como “semideuses”, ela prefere uma comunicação mais horizontal, mais próxima, mais sensível, com um toque criativo.
Procuramos algumas referências ao longo do tempo e até encontramos algumas, mas nada com o qual ela se identificasse totalmente. Isso gerava insegurança. Com frequência, ela se questionava se a sua forma de se comunicar realmente fazia sentido.
Até que, recentemente, ela encontrou o modelo ideal.

Um profissional da mesma área, com um estilo de comunicação muito próximo do que ela buscava construir. Alguém que já fazia, com consistência, aquilo que ela ainda estava tentando estruturar.
Esse processo tem nome: modelagem.
Modelagem é quando você usa outras pessoas como referência para entender caminhos possíveis, identificar padrões e tomar decisões mais conscientes sobre a sua própria comunicação.

No caso dela, o modelo mostrou que aquele estilo de comunicação não só era possível, como já funcionava. Isso reduziu a insegurança e trouxe direção.
Mas a modelagem não serve apenas para isso.

Ela também ajuda a identificar o que você não quer. Quando você observa um posicionamento que te incomoda, ganha clareza sobre limites que não devem ser cruzados na sua própria comunicação.
Além disso, é possível modelar partes específicas. Você pode admirar a oratória de alguém, a forma como organiza ideias ou como se posiciona em determinados contextos (sem precisar concordar com tudo ou se identificar com o conjunto).

Aliás, seu modelo nem precisa atuar no mesmo nicho que o seu. Também não precisa, necessariamente, ser uma pessoa real. Há quem modele personagens de livro, por exemplo.
Aqui, cabe um cuidado importante: modelo não é molde.
O objetivo não é copiar. É observar, selecionar o que faz sentido e adaptar ao seu contexto.

Porque, no fim, boas referências não servem para te transformar em outra pessoa.
Servem para mostrar caminhos possíveis nos quais você pode se inspirar. E também para te ajudar a reconhecer, de forma mais clara e objetiva, quem você já é.

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por Cris Veronez
crisveronez.lima@gmail.com