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quarta-feira 24 junho 2026
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Coluna Espírita – O alarme divino

Coluna Espírita – O alarme divino

• Maria Lúcia Garbini Gonçalves – Poá/RS
Estamos vivendo momentos turbulentos na Terra porque estamos num fluxo de transformações das frequências do planeta, e como tudo no universo está na harmonia divina, nós, os habitantes, também precisamos mudar nossa frequência vibratória escutando um alarme interno que grita alto pela repetição sistemática de doenças no organismo ou nas situações de dor na vida. É o alarme divino, trombetas dos anjos, nos dizendo: “Pare, olhe-se e veja o que tens repetido reencarnações, após reencarnações, e que te atrasa. Enquanto tu não enxergares essas sombras em ti e curá-las, as coisas piorarão até que tu percebas”.
Não é à toa que o Espírito da Verdade no enviou um recado: Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos… As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos anjos se lhes associam. (O.E.S.E – prefácio)
O amor faz enxergar mais claro. Precisamos olhar para dentro de nós e ver o que nos magoa, o que nos faz reagir com agressividade ou violência ou com vícios de todos os matizes escuros, e tentar chegar ao fundo e ver quais as mágoas, os medos, as vergonhas estão nos atrasando e que as trombetas ou alarmes internos querem que enxerguemos e alavanquemos as forças da alma para a cura.
Isso sim é se amar. Porque quando aprendemos sobre nós mesmos e vamos na raiz dos problemas e os ressignificamos, ou limpamos o nosso campo mental, ficamos mais pacíficos e nos predispomos a ver o “outro”. Jesus dizia para amarmos o próximo como a si mesmo, ou seja, um doente não consegue curar outro doente. Se aprendemos a nos amar, o que naturalmente resulta dessa transformação é a empatia, é sentir na pele a dor do outro, é a indulgência, a caridade. E agora vamos precisar de todos os despertos para ajudar todos os outros irmãos em sofrimento que ignoram o poder que temos em nossas mãos quando nos “emaranhamos” com a Fonte Criadora, com a egrégora de luz.
Isso nos faz pensar em física quântica, em “emaranhamento quântico”. De acordo com a Wikipedia: O entrelaçamento quântico ou emaranhamento quântico é um fenômeno da mecânica quântica que permite que dois ou mais objetos estejam de alguma forma tão ligados que um objeto não possa ser corretamente descrito sem que a sua contraparte seja mencionada – mesmo que os objetos possam estar espacialmente separados por milhões de anos-luz. Isso leva a correlações muito fortes entre as propriedades físicas observáveis das diversas partículas subatômicas. O entrelaçamento quântico foi chamado de “ação fantasmagórica à distância” por Albert Einstein.
No capítulo XII “Clarividência e Clariaudiência” da obra Nos Domínios da Mediunidade, de André Luiz, assim diz: Ideias elaboradas com atenção geram formas, tocadas de movimento, som e cor, perfeitamente perceptíveis por todos aqueles que se encontrem sintonizados na onda em que se expressam.” (grifo nosso)
A palavra atenção implica em zelo, vontade, que gera efeitos, ou seja, responsabilidade pelas consequências. Isso é sério, é fato.
O sentimento de amor a si “emaranha-se”, ou, nos conecta, ou sintoniza a uma ‘‘contraparte”, a uma rede de amor maior dos planos superiores conectada a todos os que estão nessa frequência dando-nos força, se persistirmos com a nossa atenção, vontade, disciplina e perseverança alimentando-nos com bons pensamentos. Então estaremos mais propensos a sermos empáticos com os que sofrem, despertando-nos para ação em prol do nosso próximo.
Se dermos atenção ao vitimismo, raiva, trauma sem procurar ressignificar e curar, daremos força, ficaremos sintonizados a uma rede negativa de encarnados e desencarnados que é improdutiva que gera mais formas-pensamentos de sofrimentos a todos os envolvidos na rede.
Então, as trombetas internas estão nos alertando para que voltemos a nossa atenção e sintonia à mudança do nosso padrão mental para luz. Façamos o “emaranhamento” com o amor, produzindo formas mentais que materializem boas ações, e que todo esse combo, reverbere na rede planetária do bem, da luz, da paz, precipitando uma regeneração neste orbe. O que está no micro, está no macro. Vamos fazer a nossa parte para ajudar este mundo a ser um mundo melhor de se viver.
Não tem jeito, fora da caridade não há salvação.

Referências:
(1) KARDEC, Alan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Prefácio; e
(2) XAVIER, Francisco Cândido, pelo espírito André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Cap. XII.