Prefeitura mantém a mesma proposta em audiência de conciliação realizada nesta segunda (15)
A Prefeitura de Taubaté e o sindicato dos servidores municipais não chegaram a um acordo durante a audiência de conciliação realizada na tarde desta segunda-feira (15) no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O porta-voz do município e secretário de Desenvolvimento Econômico, Alexandre Calil, informou que a administração manteve a proposta financeira atual, justificando que a cidade enfrenta uma grave situação orçamentária que impede novos avanços no momento.
Impasse financeiro
Durante a audiência, que teve início às 16h, o Executivo reafirmou que os limites financeiros estabelecidos são necessários para a recuperação econômica do município nos próximos meses. Segundo Calil, a prefeitura permanece aberta a novas rodadas de negociação com o sindicato nos próximos dias, mas não houve flexibilização na oferta que já havia sido apresentada anteriormente.
O município também reiterou o pedido para que o sindicato cumpra a liminar judicial que determina a manutenção de, no mínimo, 70% dos servidores atuando na linha de frente para garantir o atendimento essencial à população.
Impactos da greve
Com a manutenção da paralisação, a prefeitura informou que tem realizado o remanejamento diário de pessoal para minimizar os danos nos serviços de ponta. Na área da educação, a maioria dos estudantes da rede municipal segue recebendo apenas atividades lúdicas, sem o cumprimento do conteúdo pedagógico regular.
Na saúde, o cenário é de reagendamentos constantes. Relatos de moradores mostram que atendimentos marcados para o último dia 12 de junho foram transferidos para julho. Há um receio generalizado de que pedidos de exames vençam, forçando os pacientes a retornarem para o fim da fila de espera, que em alguns casos já ultrapassa um ano.
De acordo com dados da Secretaria de Saúde, o atendimento nos postos e unidades especializadas opera de forma parcial:
Atenção Básica: Apenas 27% dos médicos estão trabalhando.
Atenção Especializada: Cerca de 40% dos profissionais mantêm as atividades.
A administração municipal informou que os médicos que abandonam o movimento grevista estão retomando os atendimentos, e a equipe de gestão está entrando em contato com os pacientes para avisar novos horários. No entanto, a secretaria admite que o tempo de espera nas filas deve aumentar devido aos oito dias úteis de paralisação acumulados até agora.
Fonte: Band Vale














