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quinta-feira 22 outubro 2026
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Neste Halloween, o Castelo do Terror toma Campos do Jordão

Neste Halloween, o Castelo do Terror toma Campos do Jordão

Entre 24 e 31 de outubro, a atração mais esperada da temporada recebe convidados especiais aterrorizantes e prepara uma programação com outras surpresas para o público

No Halloween, o visitante costuma entrar em uma atração para encontrar monstros. No Castelo do Terror, a atração mais visitada do Parque Capivari em Campos do Jordão, a experiência vai além: entre 24 e 31 de outubro, os monstros também saem do Castelo para encontrar o público. Durante a semana especial, o espaço imersivo de terror recebe personagens convidados que se reúnem aos monstros do Castelo, além de outras surpresas que a atração mantém em segredo.

A ideia é transformar o Halloween em uma espécie de reunião de família: velhos amigos e parentes dos monstros do Castelo se encontram para celebrar a data e circulam pelas redondezas, interagindo com o público no Parque Capivari e na Praça São Benedito. É uma forma de o clima de Halloween extrapolar os limites da atração e tomar as ruas de Campos do Jordão: por alguns dias, o município inteiro passa a fazer parte do universo do Castelo e qualquer esquina, banco de praça ou fila de sorveteria pode se tornar o cenário de um encontro inesperado com um desses personagens.

Será uma oportunidade de ver os monstros fora do percurso, em contato direto com quem passa pela cidade, instigando a curiosidade do que está por vir na programação especial de Halloween.

Essa aproximação com os bastidores conversa com o método do Castelo. Inspirado na linguagem dos filmes de terror, o espaço reúne 10 cenários interligados em um percurso imersivo de cerca de 450 m², no qual 13 atores profissionais, iluminação cênica, sonoplastia e efeitos especiais constroem uma experiência sensorial baseada nas reações reais do público e na interação com o elenco. Toda a experiência é acompanhada por uma operação dedicada à segurança de visitantes e atores.

O trabalho meticuloso de caracterização dos monstros também faz parte dessa lógica. Para Juan Espeche, idealizador do Castelo, quanto mais o entretenimento é mediado por telas e algoritmos, maior o valor da presença, do improviso e da conexão humana. “Parece um bom momento para valorizar o suor, a presença física e energética, a improvisação criativa”, afirma.

Cada personagem é construído para existir diante do público, no detalhe da caracterização, no corpo e na presença do ator, o oposto de um filtro.

No percurso, essa presença aparece especialmente no improviso. “Assustar simplesmente seria surpreender alguém distraído, mas isto não deixaria um grande conteúdo emocional na memória, e assim seria esquecido quase que imediatamente”, explica um dos atores da atração, que, por regra do elenco, não revela sua identidade fora do personagem. “O improviso é o mais importante para um susto porque cada pessoa se apresenta de uma forma diferente e depende totalmente do artista surpreendê-la.”

Espeche recorre a Heráclito para explicar por que nenhuma visita é igual à anterior: “Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio. No caso do Castelo, estamos falando de vida interagindo com vida.” No Halloween, essa lógica ganha outra dimensão: os mundos do Castelo se encontram com o público também do lado de fora, em uma semana em que os monstros deixam o cenário para ocupar as ruas, os espaços e a imaginação de quem estiver por perto. Como resume Espeche: “O Castelo entra na psique da pessoa. O que entra aqui não sai nunca mais”.

Instagram – Castelo do Terror