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quarta-feira 14 outubro 2026
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Mercado de adegas de bairro cresce 31,2% nas cidades do Vale do Paraíba, Vale Histórico e Litoral Norte

Mercado de adegas de bairro cresce 31,2% nas cidades do Vale do Paraíba, Vale Histórico e Litoral Norte

Levantamento do Sebrae-SP mostra crescimento de MEIs que atuam no comércio de bebidas; especialista destaca importância de planejamento, gestão e diferenciação

O mercado de adegas de bairro vem ganhando espaço entre os pequenos negócios na região do Vale do Paraíba, Vale Histórico e Litoral Norte. Levantamento realizado pelo Sebrae-SP, a partir de dados do Portal do Empreendedor, aponta crescimento no número de Microempreendedores Individuais (MEIs) que atuam em atividades relacionadas à comercialização de bebidas, passando de 2.507 em 2021 para 2.769 em 2026, uma variação de 10,4% no período, no Vale do Paraíba e Litoral Norte, seguidos de um aumento de 953 em 2021 para 1.151 em 2026, uma variação de 20,8% no período, no Vale Histórico. A soma dos 40 municípios das três regiões é de 3.920 optantes do Simples Nacional.

O levantamento considera os negócios enquadrados no CNAE 4723-7/00 (Comércio varejista de bebidas), válido para as empresas que apenas vendem os produtos de forma online ou física, sem espaço para consumo no local. O movimento ganhou força durante a pandemia de Covid-19, com o delivery, e cresce cada vez mais nos bairros paulistas apostando em agilidade, conveniência, variedade de produtos e relacionamento com o público.

Além da venda tradicional de cervejas, vinhos, destilados e bebidas não alcoólicas, os estabelecimentos podem trabalhar com produtos complementares, como gelo, carvão, alimentos, petiscos e itens para confraternizações. A combinação entre loja física, atendimento por canais digitais e entregas também amplia as possibilidades de atuação dos pequenos negócios.

Oportunidades e desafios

Para quem pretende empreender nesse mercado, o crescimento da demanda representa oportunidade, mas também exige atenção à gestão. Em um segmento com grande oferta de estabelecimentos, conhecer o público, definir um posicionamento, controlar custos e estoques e oferecer uma experiência diferenciada podem ser fatores decisivos para a sustentabilidade do negócio.

“A expansão do mercado de adegas mostra que existe espaço para o pequeno empreendedor, mas abrir uma empresa é apenas o primeiro passo. É fundamental conhecer o perfil do consumidor, entender quais produtos têm maior procura, trabalhar bem o estoque, calcular corretamente os preços e acompanhar de perto o fluxo de caixa. A diferenciação também ganha importância em um mercado cada vez mais competitivo. O empreendedor que consegue combinar boa gestão, atendimento e conveniência tem mais condições de transformar uma oportunidade de mercado em um negócio sustentável”, afirma Natália Sirobaba, consultora e especialista em alimentação do Sebrae-SP.

Outro ponto de atenção é a necessidade de adequação do negócio às características da região onde está instalado. Perfil de renda, hábitos de consumo, concorrência, localização, horários de funcionamento e possibilidade de entrega são alguns dos aspectos que podem influenciar diretamente o desempenho da empresa.

“Para os pequenos negócios, a presença digital também pode ser uma aliada. Redes sociais e aplicativos de mensagens permitem divulgar promoções, apresentar novidades, manter relacionamento com clientes e facilitar pedidos. A estratégia, no entanto, precisa estar alinhada ao perfil do público e à capacidade operacional da empresa”, finaliza Natália.