Em pleno século XXI, era de internet, celulares e tanta tecnologia, imagine um monstro, uma fera assassina, invadindo as noites do período de lua cheia, na cidade de Taubaté?
Sim, um lobisomem, sedento por sangue e carne humana.
Lembra as histórias das vovós e bisavós? Então…
Imagine, câmaras e câmaras, em casas, comércios e vias públicas, filmando, registrando e transmitindo os ataques do lobisomem? Internet mostrando tudo, apavorando a população e as autoridades. Imagine, a cidade de Taubaté, com quase quatrocentos mil habitantes, refém do medo de um monstro, de uma fera assassina, de uma aberração?
Ninguém mais sai à noite, colégios e faculdades tendo que permanecer fechados, não há alunos, não há professores, não há funcionários, não há segurança. Bares, lanchonetes, restaurantes, drogarias, supermercados e etc… , tudo fechado. Não tem como funcionários irem trabalhar por causa do medo, por causa do perigo. Há um monstro a solta, matando.
Não há transporte público e nem hospitais com portas abertas. A cidade parou, todos presos em casa, por medo de ser a próxima vítima. E, nas ruas, o monstro e todo efetivo policial convocado e, também, o exército. É preciso pegar o monstro e acabar com o drama.
Pensa bem, imprensa do Brasil inteiro chega para informar o drama da cidade. Internet explode com informações, imagens e vídeos sobre a besta assassina.
As informações, imagens e vídeos, verdadeiros e fakes. Tudo para assustar a população.
O que está acontecendo? Como surgiu o monstro? Mora na cidade?
Ninguém sabe, ninguém explica e a pergunta que todos se fazem é: Como matar a besta?
Chegam caçadores, “especialistas em matar lobisomens”. Como assim? Baseado em que os aventureiros, dito caçadores, se auto denominaram assim?
Um a um vão sendo mortos pela fera e as autoridades proíbem que cidadãos civis se aventurem pelas matas, no entorno, para caçar o lobisomem.
Furiosa com tanta caçada, com tantos policiais e soldados do exército nas ruas, a besta começa a matar militares, não há limites para ela. À noite, Taubaté pertence à besta. Sair nas ruas é muito arriscado.
O lobisomem invade uma casa em um sítio nos arredores. Arrebenta a porta e mata toda a família. Agora, não há mais segurança nem dentro de casa e, durante os dias seguintes, correria para comprar portas de aço e reforçar tudo quanto é tipo de portas e janelas.
Toque de recolher e uma cidade sitiada. Mesmo dentro das casas o perigo existe
Para piorar, um homem tem o braço decepado pela besta e sobrevive, mas perde muito sangue. No hospital, em coma, luta pela vida.
Mas, a pergunta que todos querem a resposta e que ninguém consegue responder é:
— Se o homem sobreviver, conforme a lenda, se tornará um lobisomem também?
E agora? O que fazer com o sobrevivente? Matá-lo? Prendê-lo? Mas e se transformar em um lobisomem?
E o pior, e se o lobisomem continuar fazendo vítimas que sobrevivem?
E se esses sobreviventes também se transformarem em lobisomens e saírem fazendo mais vítimas que sobrevivem? O que vai acontecer? Uma epidemia de lobisomens? Que logo contaminarão pessoas de outras cidades e assim por diante.
Tudo isso, só podia sair da mente insana de um escritor.
E, aproveito a oportunidade para antecipar o novo livro de J. Robson J.
O LOBISOMEM DE TAUBATÉ – NOITES DE TERROR
Agora, não são só alienígenas para te assombrar, temos também as histórias de terror das vovós e bisavós, contadas no escuro da noite, muitas vezes, com apenas velas acesas, para terror e desespero da criançada.
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por J. Robson














