De quatro em quatro anos temos a eleição para presidente (e também Governador, Deputado Estadual e Federal e Senador) e o Brasil se transforma. Um colorido estranho invade nossas ruas. Na verdade, uma grande sujeira se forma, de “santinhos” a folders nos chãos (que certamente vão entupir bueiros), bandeiras e bandeirolas nas calçadas e cartazes, na maior parte das vezes não autorizados, nos muros. As redes sociais ficam agitadas e nunca se vê tanta mentira circulando como no período das eleições para presidente e o restante.
Mentiras grotescas, ataques baixos, baixarias, é mais fácil falar mal do outro do que dizer o que pretende fazer de bem, mesmo porque, normalmente e com raras exceções, não tem nada para dizer.
Mas, o que que é isso minha gente?
E quando se trata do eleitor, é impressionante como que, do nada, todo mundo entende de política e conhece todos os candidatos, até mesmo suas peculiaridades, gostos, ações passadas e etc…
Tem aquele que sequer sabe o nome do ministro da economia, mas tem as soluções para os problemas econômicos do País. Tem aquele que nem sabe onde fica Brasília, mas diz conhecer as entranhas do Congresso Nacional. E tem aquele que não perde a oportunidade de discutir, brigar, gritar…, parece até ter sido convocado para defender a pátria. Queria ver se iria gritar e brigar tanto se tivesse sido convocado para uma guerra. Na minha opinião, esses que gritam muito, na hora do “vamos ver”, são os primeiros a borrar as calças.
Os candidatos aparecem felizes, sorridentes, bonzinhos (só Deus sabe), apertam as mãos de todos e é a mesma mão que, após a eleição, vai dar uma “banana” para o povo.
Abraçam crianças e defendem o aborto. Prometem melhorar a saúde pública, mas quando ficam doentes, correm para a rede particular que é paga pelo estado, com o dinheiro do povo, aliás, o mesmo povo que tem de enfrentar filas enormes no SUS, meses de espera para uma cirurgia, um tratamento, um exame.
Os candidatos visitam os lugares mais pobres e só vão voltar nesses locais, quatro anos depois para querer seu voto novamente. Uma vez eleitos, pergunte quando é que visitam uma periferia? Uma favela? Quando é que vão conversar com seu “povo”? Que nada, uma vez eleitos, são jantares; grandes, belos e imponentes hotéis; festas e etc…
E a primeira dama então? Gastando milhões de reais em viagens e compras fúteis.
— Olha, vamos trocar todo o mobiliário da residência oficial porque não gostei da cor.
— Mas, digníssima senhora, vai custar milhões.
— Tô nem aí, não sou eu quem vai pagar.
E assim vai, certo? Os candidatos prometem transformar a educação, mas para que fariam isso? Governar analfabetos, povos sem instrução, é muito fácil, né?
E fica mais fácil ser ladrão e corrupto, né? Sim! Vamos distribuir a grana do povo ignorante. Sim, vamos comprar todo mundo, parte da imprensa, os famosos “fazedores” de opinião, juristas corruptos, banqueiros desonestos e só Deus sabe quem mais.
Falam em gerar empregos. É piada, afinal, é mais fácil governar distribuindo dinheiro, enchendo a população com programas e, por conseguinte, ter um povo à mercê, dependendo da ajuda do governo. Por que é que vamos gerar empregos?
O engraçado é que na hora das campanhas, esses políticos se tornam especialistas em tudo, pois dizem possuir a fórmula para resolver todos os problemas nacionais em quatro anos. Como? Se, nem com 18 anos de poder podre conseguiram fazer alguma coisa.
Ah, não! Não pode dizer isso. Conseguiram fazer sim: Roubaram bastante, manipularam muitos, corromperam, conquistaram poder e destruíram uma nação.
E, lá vamos nós para mais uma eleição. Pense muito bem em quem vai votar.
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por J. Robson














