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quarta-feira 13 dezembro 2017
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Varejo da região abre 463 vagas formais em agosto

Em agosto, o comércio varejista da Região Metropolitana do Vale do Paraíba criou 463 postos de trabalho formais, resultado de 3.497 admissões contra 3.034 desligamentos. Em 12 meses, foram extintos 984 empregos com carteira assinada, o que levou a um recuo, na comparação com o mesmo mês do ano passado, de 1% do estoque total, que atingiu 99.626 trabalhadores formais no mês.
Os dados recebidos pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região) são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP) elaborada pela FecomercioSP. O estudo é feito com base nas informações do Ministério do Trabalho por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo é obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Das nove atividades analisadas, quatro apresentaram crescimento no número de trabalhadores formais em agosto na comparação com o mesmo mês de 2016, com destaque nos segmentos de autopeças e acessórios (2,3%), lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento (1,4%) e supermercados (0,7%). Por outro lado, as quedas mais expressivas foram observadas nos segmentos de lojas de móveis e decoração (-6%), concessionárias de veículos (-4,5%) e lojas de vestuário, tecido e calçados (-3,7%).

Desempenho estadual
O comércio varejista no Estado de São Paulo criou novas vagas de emprego pelo segundo mês consecutivo. Em agosto, foram abertos 7.477 postos de trabalho celetistas, resultado de 71.560 admissões e 64.083 desligamentos. É a terceira vez ao longo de 2017 que o setor registra geração de empregos, sendo o maior saldo desde novembro de 2016. Com o resultado, o varejo encerrou o mês com um estoque total de 2.065.908 trabalhadores. No acumulado dos últimos 12 meses, foram extintos 5.155 empregos com carteira assinada, número bem inferior na comparação entre setembro de 2015 e agosto de 2016, quando foram perdidos 66.527 vínculos celetistas.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, além do processo de reação do mercado de trabalho neste segundo semestre, que nos parece ser real, observou-se que em agosto, sazonalmente, há geração de vagas, pois o número de desligamentos de trabalhadores é normalmente mais baixo nesse mês, que antecede a celebração da convenção coletiva de trabalho da categoria. Isso ocorre porque o artigo 9° da Lei Federal nº 7.238/14 determina que: “O empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 (trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial, terá direito à indenização adicional equivalente a um salário mensal, seja ele optante ou não pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)”. Esse aumento no custo de dispensa de um funcionário desestimula o empresário do varejo a demitir sem justa causa e, por isso, o resultado de 64.083 desligamentos em agosto foi o segundo menor patamar mensal desde o início da série histórica da pesquisa, em 2007.